O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um beijo roubado


Foi meio de sopetão que eu decidi assisti Um beijo roubado. Tarde de terça-feira, não havia nada de imediato a ser feito e pensei “Por que não?”. Ao conferir os filmes em cartaz me deparei com My Blueberry Nights (título original), que seria exibido numa sala distante de mim cerca de 40 minutos. Já tinha ouvido elogios a respeito do filme e sabia que a cantora de jazz Norah Jones fazia parte do elenco (é... agora cantora e atriz), o argumento final que me convenceu definitivamente a assistir ao filme foi o preço do ingresso: R$ 2. O filme estreou nos cinemas brasileiros em maio passado. Aqui na Bahia, ele ficou quase que restrito apenas às salas de arte. Quase... porque agora ele está em cartaz no Cinemark.

A história narra a trajetória de Elizabeth (Norah Jones), uma “moça com o coração partido” por descobrir a traição de seu namorado. Ela conhece Jeremy (Jude Law). Ele é o dono do café para o qual o namorado de Elizabeth levou a “outra”. Ela passa a freqüentar o local após o fim do expediente. Algum tempo depois, Elizabeth viaja pelos Estados Unidos com o objetivo de esquecer o ex, mas não perde contato com Jeremy. Durante a viagem, encontra outras pessoas com problemas em seus relacionamentos amorosos e familiares. E, a partir desse ponto, não dá para contar mais nada, só assistindo, rs.

O filme é muito bom! Apesar de todo o romantismo, em momento algum ele chega a ser “água com açúcar”. Mas, o meu maior elogio vai para a trilha sonora. Norah Jones além de atuar também participa da trilha com The Story. Além dela, outras vozes que embalam a narrativa são a de Cat Power (com duas canções), Amos Lee e Cassandra Wilson. Nem esses nem os outros nomes são lá muito conhecidos aqui no Brasil. E, não há, entre as canções nenhuma com gritos enfurecidos e instrumentos pesados. Entretanto, todas estão em acordo com o clima apresentado pelas imagens. Em Um beijo roubado som e imagem formam um par fantástico, em perfeito equilíbrio.

E concluindo, o filme é do diretor Wong Kar Wai, aclamado por seus trabalhos anteriores como Amor à flor da pele e 2046 - os segredos do amor. Ah, e o elenco... além da Norah Jones e do Jude Law, ainda traz as atrizes Rachel Weisz e Natalie Portman.

Ao navegar pelo site oficial do filme, é possível ouvir um trecho de cada música da sensacional trilha de Um beijo roubado: http://www.umbeijoroubado.com.br/

O vídeo abaixo é da música The Greatest, da Cat Power. Em minha opinião, uma das mais belas canções do filme.


sábado, 26 de julho de 2008

Person

Por Midiã Santana
Ontem participei do IV Seminário Nacional e Internacional de Cinema e Audiovisual que rolou no TCA (Teatro Castros Alves) aqui em Salvador-BA. E advinha quem eu vi? A Vj da MTV (Music Television Brasil), Marina Person. Linda, educada e simpática, ela apresentou o longa Person, que conta a história profissional e pessoal do cineasta Luis Sérgio Person, pai de Marina.
Eu confesso que me emocionei muito, e quando sai de lá, além de ficar super interessada na história de Person, e em conhecer a filmografia do cineasta, quis correr desesperada para ver o meu pai, e dar um bom abraço.

No fim , falei com ela, a abracei e disse "obrigada, quando chegar em casa a primeira coisa que farei é abraçar meu pai". É eu sei, mas foi algo espontâneo, saiu.

Fiquei muito feliz em ver como ela é ótima! Não só como apresentadora, como revelação no mundo do cinema, como produtora....mas também como pessoa.

O blog é de música, mas espero que os que curtem cinema vejam esse filme, que mistura a delicadeza da visão de uma família sobre o que foi a representação de um pai amoroso, com a nostalgia e as lembranças dos amigos e companheiros de trabalho, como Eva Vilma, Raul Cortez e Jean Claude Bernadet.

Foram dois os momentos que me fizeram pensar "Person era phoda!". O primeiro foi quando vi um trecho do filme São Paulo SA (1965), um longa que mostrava a capital São Paulo em um período de pré industrialização, retratando o "futuro", sim digo o futuro, porque ele previa aquilo que aconteceria nos dias atuais na cidade, um aglomerado de buzinas, engarrafamentos, e uma sociedade aglutinada, estafada, e sufocada pelo cinza.

O segundo momento foi quando vi trechos do inacado "SSS contra a Jovem Guarda" (1966), não sei ao certo de como seria o roteiro feito por Jen Claude e Jô Soares, mas sei que seria o primeiro filme sobre a Jovem Guarda - caso não tivesse ocorrido um "atrito'" com Roberto Carlos e os produtores (tudo indica que a causa foi um cinto, acreditem!). Me senti tão bem ali, vendo aqueles antigos festivais de música, com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia, Wilson Simonal, Jorge Ben e Elis Regina, que não tive como não gostar de Person, e adorar o longa da Marina.

Aconselho pra vocês, pois além de ser parte da história de um cineasta importante, é um pouco, ou melhor, muito, da história da música, do teatro, e do próprio cinema brasileiro.

Quem for de Salvador fique atento, dia 14/08/2008, Marina estará de volta para a estréia oficial do filme, que será na sala Walter da Silveira, localizada na Biblioteca Pública, no Centro.

Person
Marina Person
Brasil, São Paulo
Cor: P&B
Tempo: 74min



Trailer:


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Muito além de um musical.

Por Midiã Santana

Um globo dourado dá início ao filme Across teh Universe. De repente "It feels so rigth now... Hold me tight, and tell me i'm the only one....", começa a ser embalada pela voz da protagonista Lucy, e da namoradinha (que não lembro o nome) do galã Jude. O brilho de um mundo rico, e a sombra de uma realidade pobre, se fundem ao som da música dos Beatles, e inicia o melhor filme que assisti nos últimos meses - pelo menos de musical.
Lucy uma garota rica, se vê desorientada quando o amor dela é mandado para a guerra. Jude, que já meio desorientado das idéias, vive a procura de seu pai biológico, um antigo militar que engravidou sua mãe, porém nunca soube da existência do garoto, sai de Liverpool (olha que coincidêênciia), e segeu para a Princeton, o único endereço que tem do pai....

Ah, num vou explicar o filme todo não..assistam! Vou contar a magia que gira entorno dos jovens, Prudence, Max, Sadie, Jude, Lucy, enter outros, e que daria umaboa análise semiótica, rsrsrs.
Imaginem uma banda que vocÊ gosta muito. Imaginaram? Agora, vizualizem boa parte das canções dessa banda se transformando em realidade, e muitos versos que antes não faziam sentido em sua mente, devido a você não ter vivido na época que a banda estava no auge, de repente se encaixam perfeitamente.
É tanto pra falar, mas não consigo expressar através de palavras. As palavras são códigos fracos (lá vem eu e minha semiótica - desculpa gente). O filme é recheado de boas referências. A personagem Sadie, lembra a maravilhoooosaaa Janis Joplin, o Jo-jo, músico que perde o sentido da vida após de ver seu irmão de uns dez anos, morto no caos da guerra, é inspirado no THE BESSSTTT Jimmy Hendrix.
Revolução, cores, drogas, amizade, e o fardo de carregar a "estátua da liberdade" nas cotas, e a carga de uma guerra sem sentido com o Tio Sam dizendo "I want you", a todo momento, abalou a vida dos negros, do brancos, dos hippies, dos conservadores...do mundo!
Esses momentos de desespero, são retratados através do romance do casal Lucy e Jude, e das 33 músicas dos Beatles que compõem a magia do filme.
O Across the Universe, consegue unir a psicodelia dos anos 70, ao espírito libertário de uma época de revolução.
O filme ainda conta com participações especiais de pessoas "totalmente excelennteesss" como Bono Vox - o Dr Robert (muito Doido) - , Joe Cocker, que faz uma versão extraordinária de Come Togheter, e Salma Hayek, que faz um clichê bááásico da enfermeira gostosona, em Happiness is a Warm Gun, e também conta a participação de um comediante chamado Eddie Izzard (que tá pavorooosoo no filme), mas dá um tom meio de insanidade na realidade vivida pelos personagens - detalhe no momento antes de aparecer o personagem do comediante, perguntam a Lucy, onde eles estão indo, e ela responde: estamos indo a loucuuura!

Já assisti 15 vezes, rsrsrsrs. Aconselho procês.
Curtam agora um trailer do filem, e uma das melhores partes na minah opinião, que é a do Tio Sam.

Trailer:



Tio Sam:






Direção:Julie TaymorRoteiro:Dick Clement e Ian La Frenais Elenco:Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther, T.V. Carpio

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu vejo o futuro repetir o passado


Bem, esse texto é em homenagem a postagem de Tiaguinho meu amigo, fã de Cazuza.
Sou um pouco "agridoce" ao falar do cantor, mas deixo claro, que sim, gosto muito dele.

Crítica sobre o filme O TEMPO NÃO PÁRA

Por Midiã Santana

O Filme Cazuza – O tempo não pára, mostra o esforço da Indústria Cultural na construção da imagem de Cazuza como um ícone dos anos 80. Um alguém que brilhou e teve seus anos de glória, mas que após adquirir AIDS, continuou a ser um poeta que vivia intensamente. Claramente, tudo isso é muito bonito de se mostrar a um público que já tem a imagem construída e pré-estabelecida sobre o seu ídolo feito pela mídia.

Mas, é isso que o artista era realmente? Obviamente que não. No caso de Cazuza ele era um menino classe média alta, que não era um bom filho, um bom amigo, um bom aluno, e que em seus últimos anos de vida morreu impotente de suas forças, em uma morte precoce, por viver de uma forma anti-moralista, impondo no filme que ser correto não é algo necessário para a conquista dos objetivos, completamente contraditório ao que a sociedade ressalva.

O Filme não retrata de forma real quem era o Cantor. Cazuza foi filho de João Araújo, fundador da gravadora Som Livre, conseqüentemente conviveu desde jovem com grandes nomes da MPB, era um “filhinho de papai” pertencente a uma família de classe média alta.

Houve episódios de sua vida que não foram abordados, como a viajem do cantor na adolescência a Califórnia, para fazer um curso de fotografia, porém não o concluiu. Cazuza também prestou vestibular, no Centro de Comunicações de Jacarepaguá, onde foi aprovado, mas trancou a matrícula logo em seguida, pois seu único interesse em fazer o vestibular era ganhar o carro caso passasse, como o pai havia prometido. E o fato mais importante, porém vetado, que ao invés de ser apenas um usuário de drogas, Cazuza também era considerado como um traficante da Zona Sul, mas induzir o povo a seguir um ídolo traficante morador de um apartamento em Ipanema, não é o objetivo do Filme, então “direto para debaixo do tapete”.

Acredito, que esses tipos de “anseios de rebelde sem causa”, foram ocultados para que os espectadores não perdessem o elo, a proximidade com a historia do cantor. O que creio ser muito prejudicial na “reconstrução” da imagem de um ídolo, pois fatos como esses que são considerados menos importantes podem não ser percebidos pela maioria, porém os reais fãs do cantor não gostam apenas das superficialidades.

A seqüência do filme segue de forma correta, Cazuza entra no grupo de Teatro onde conhece Bebel Gilberto e Léo Jaime, que o apresenta para o Barão Vermelho, onde se torna vocalista, e depois de alguns anos sai do grupo, adquiri AIDS, continua fazendo sucesso com sua forma excessiva de viver.

A forma descarada e inconseqüente que o protagonista vivia mesmo após de descobrir a doença foi bem apresentada no filme. Mas um dos momentos mais tristes de sua carreira foi deixado de lado, e não foi abordado: Quando na capa da revista Veja estamparam uma foto dele ressaltando a magreza esquelética do cantor, com a manchete "Uma vítima da Aids agoniza em praça pública". A matéria questionava as obras de Cazuza, e afirmava "Cazuza não é um gênio da música”. Momento mais do que marcante, diria traumatizante para a vida de um cantor tão cheio de ego, vendo seu objetivo de ser um ícone sendo deturpado por uma revista, deveria ser contextualizado no filme. Obviamente, o objetivo do filme era mostrar um ídolo forte que independente de sua doença vivia intensamente, mas é claro que não iriam comprar briga com uma revista que circula até os dias atuais, para ao invés de lucrarem com o filme, terem prejuízos.

De qualquer maneira o filme merece aplausos, por relembrar a personalidade de um cantor misto, cheio de incertezas, vitórias e fracassos, e também por revelar que Cazuza percebeu a não existência de uma ideologia para se viver, e que ter ideais é questionar, interrogar o cotidiano, o despercebido. E mesmo ao cantar “ideologia eu quero um para viver”, a mensagem pode ser entendida de formas diferentes, para cada cinéfilo e ouvinte, mas infelizmente nesse tipo de "reconstrução do artista”, nunca fica explicito que a verdadeira Ideologia do Cinema é movida pela Industria Cultural.

terça-feira, 25 de março de 2008

Chico Buarque - Um mito.

Resolvi me aventurar a falar de um ícone da música brasileira que – embora admita reconhecer apenas superficialmente seu trabalho – considero um musico inigualável, Francisco Buarque de Hollanda, ou, simplesmente e principalmente, Chico Buarque.

Compositor, escritor, cronista, dramaturgo, intelectual. Dotado de uma inteligência perspicaz contrastante com sua timidez nítida, e já criticada por Elis Regina – que deixou de gravá-lo no inicio da carreira de ambos, por tal motivo –, Chico é um mito. Muitas peças e livros escritos, crônicas de uma inteligência singular, o forte deste carioca é, de fato, a música – que permeia ou conduz toda sua obra.

Lembro que o primeiro contato real – aquele em que você percebe a obra – que tive com o trabalho de Buarque (como cantor) foi aos 15 anos. Precisava encontrar uma música que pudéssemos interpretar na aula de teatro no colégio e garimpando nos cds (poucos) que havia lá em casa acabei escutando to do o cd Millenium – Chico Buarque do qual extraí a música “A banda” pra o trabalho. Ali fui tocado pela magia do compositor.

Depois disso passei a escutar o cd de Buarque e me interessar por suas músicas. Óbvio que já o tinha escutado suas canções em muitos momentos, mas não tinha percebido essencialmente seu trabalho. Foi muito louco descobrir que Atrás da Porta, música interpretada de forma emocionante por Elis Regina, era dele. Foi o meu primeiro contato com o lado feminino do compositor, que viria ser reconhecido futuramente na interpretação de outras cantoras como Bethânea e Gal.

À medida que o tempo passou, fui tendo cada vez mais contato com a obra dele e por conta do amadurecimento passei a prestar uma maior atenção nas letras. O lirismo de suas musicas, suas críticas veladas em versos ingênuos, tudo isso me fascinou e me fascina. È assustador ver o desenvolvimento lógico-intelectual e estrutural de algumas de suas músicas como, por exemplo, Construção. É um show a parte.

Tal talento fez de Chico um mito da música nacional e internacional. Reverenciado por publico, critica e colegas de profissão. Fez parcerias e foi gravado por grandes nomes da música popular brasileira, entre eles Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Tendo Francis Hime como um dos parceiros mais constantes de onde surgiram musicas como Atrás da Porta e Luíza.

Para essa humilde pessoa que escreve essas linhas, Chico Buarque é uma referência no que diz respeito a boas composições. Ainda hoje não o tenho como ídolo. Mas chego a estranhá-lo, a pensá-lo como um ser humano digno de estudo e compreensão, tal o respeito e admiração que nutro por seu trabalho. Pra mim, Chico Buarque é uma incógnita que sabe como poucos fazer musicas inteligentes, criticas, criativas e, o mais importante, simples.

Fonte e foto: Wikipédia.


PS: Acabo de saber que Chico Buarque lidera a lista do ECAD tendo sido o primeiro em arrecadações de shows em 2007.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd


O blog é sobre música... então, vou usar o espaço pra falar sobre um musical: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Assisti nesse final de semana o novo filme do Tim Burton, estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter e A-D-O-R-E-I. O longa é uma adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, de Stephen Sondheim, estreado em 1979. Antes de qualquer coisa devo confessar que sou suspeita pra escrever sobre Sweeney Todd porque adoro as produções do Tim Burton (quem nunca assistiu Edward, mãos de tesoura e A lenda do cavaleiro sem cabeça? E as animações O estranho mundo de Jack e A noiva-cadáver? Burton também já se aventurou na música dirigindo o clipe Bones, da banda The Killers.), gosto muito do trabalho do Johnny Depp e os dois ficam muito melhor juntos (Edward..., A lenda..., A noiva.., este é o sexto filme em que trabalham juntos).

No filme, Johnny Depp começa como Benjamin Barker, barbeiro que foi condenado à prisão injustamente. O responsável por sua prisão é o juiz Turpin, que pretende afastá-lo de sua esposa pra ficar com ela. Solto após 15 anos de cárcere, sem saber o que aconteceu a sua mulher e a sua filha, Barker retorna com nova identidade, Sweeney Todd, em busca de vingança. A história se passa na Londres do século 19, e é justamente deste cenário que começo falando: é sombrio, tudo em tom de cinza, gótico, ratos pelos cantos, tudo ali reflete a alma da personagem de Depp. A atmosfera imprime ao filme o já conhecido estilo Burton e isso, ao menos pra mim e para os muitos fãs do diretor, não é ruim. Ao voltar ao local onde morava Todd encontra a Srta. Lovett (Helena Bonham Carter) e sua falida loja de tortas. Não há clientes porque as tortas são ruins já que a carne, que deve ser usada como recheio, está muito cara. Bem, o problema da falta de carne será resolvido ao longo do filme...

Sangue. O filme tem muito sangue, mas nem por isso é assustador, pesado, nojento, repleto de cenas fortes... depois que você vê as primeiras gotas do líquido vermelho, espesso (não é sangue tipo Kill Bill, parece ser mais real) você acostuma.

Música. Como não poderia ser diferente, já que o longa é um musical, há muita música. A novidade aí fica por conta do Johnny Depp cantando canções completas pela primeira vez em atuações. Então, quem não gosta de musicais melhor não assistir: todos as personagens falam pouquíssimo e cantam muito.

Comédia. Lembram do Sacha Baron Cohen, o Borat? Pois é... ele também está no elenco. Ele representa um falso barbeiro italiano criador de uma fórmula contra calvície. O figurino da personagem já rende algumas gargalhadas. Há também algumas passagens de humor, humor negro, diga-se de passagem.

Romance. Duas histórias principais. A primeira entre um jovem marinheiro e a filha de Sweeney Todd. A segunda, paixão de mão única, nutrida pela Srta. Lovett em relação a Sweeney. Esta última rende cenas hilárias, frutos da imaginação da Srta. Lovett.

Prêmios. A produção já conquistou o Globo de Ouro de melhor musical e melhor ator. Ainda concorre em três categorias no Oscar 2008, entre elas, mais uma vez, a de melhor ator pela atuação de Johnny Depp.

Enfim, fica aí a dica. Pra quem gosta de música, pra quem gosta de cinema, Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma boa escolha. Estou pensando seriamente em assistir ao filme mais uma vez. E claro, os comentários são bem vindos.

Confira o trailler:



Por Laís Santos

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Na Trilha da Trilha 1

Filme – alguém aqui já assistiu algum filme que não tivesse uma trilha musical?

Certamente não. Ela sempre está lá, conduzindo os espectadores para o próximo susto, o próximo suspiro... empolgando, dando ritmo a cena, envolvendo e ampliando a emoção dos atores. Num filme, a trilha sonora sempre é importante, mesmo quando a ela é o silêncio (não me refiro aqui ao cinema mudo). A trilha de um filme é algo tão essencial que muitas vezes nem as percebemos – principalmente quando estamos no ritmo da cena e essa trilha é instrumental.

Bem, lembro-me bem de um fato que me aconteceu no ano em que foi lançado um dos maiores sucessos cinematográficos – Titanic. Quem não lembra da comoção mundial causado pela a trágica história de amor? Quem pelo menos uma vez na vida, talvez até antes de assistir ao filme, não cantarolou (mesmo que embromando) trechos de My Heart Will Go On? Acredito que quase todos (quase porque não é bom ser totalitarista).

Pois bem, My Heart Will Go On, era aqui que eu queria chegar. Desde aquela época eu já era fissurado em música. Por conta disso, ao ser questionado por meu pai sobre que presente eu gostaria de receber de aniversário, não pensei duas vezes – dei a opção do cd: Titanic. Era a chance de ter meu primeiro cd de música internacional. Que ilusão.

Lembro de ter colocado o cd no som e ido direto pra ultima música, aquela que era – no momento, e acho que depois dele também – um dos maiores sucessos da famosa Celine Dion. Ouvi duas vezes a música e então resolvi escutar todos os outros sucessos do filme.

Que frustração! Faixa após faixa foi me crescendo um sentimento de está sendo enganado. Todas as músicas do álbum – com exceção da faixa 14 –, simplesmente todas, eram instrumentais. Foi o primeiro e mais frustrado cd internacional que tive. Depois de ouvir milhões de vezes o único rit que tinha, depois de saber a letra e cada solfejo dado pela cantora, ele foi esquecido.

Hoje quando recordo esse episódio, vejo que não era a trilha que era ruim, mas sim eu que não entendia nada de trilha. Se pararmos pra pensar, a Celine só solta seu vozeirão no fim do filme na hora dos créditos. A trilha INSTRUMENTAL, que por anos eu repudiei, era toda emoção do filme e eu nunca havia reparado. Alguém consegui imaginar Titanic embalado por uma série de artistas do rock ou do pop? Certamente não.

Essa foi a razão pela qual escolhi TITANIC como sendo o meu primeiro texto sobre trilha de filmes. Finalmente estou apto a reconhecer o quão valiosa foi esta trilha. E acredito que, tendo ou não gostado do filme (eu gostei muito!), ninguém vá discordar nesse ponto.



PS: Dedico este texto ao casal Jack e Rose.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Mais um musical para a Beyonce estrelar.


Beyonce que já participou do musical "Dreamgirls", agora vai interpretar a diva do blues e R&B Etta James no longa "Cadillac Records", contracenando com os atores Adrien Brody (King Kong), e Jeffrey Wright (007). O filme abordará o cenário musical de Chicago na década de 50, e tabém irá mostrar as vidas de Elvis Presley, Muddy Waters, Howtin Wolf e Little Watter.




Fonte: O Globo Online

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Sinceramente? A atriz da vez poderia ser a Alicia Keys, não?
Blues = Alicia = Novidade.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Já que falamos em Cinema...

Marvin Gaye

Lembra da música What's Going On? Aquela em que o Bono Vox (olha ele de novo), juntou vários artistas para regravarem essa canção no intuito de ajudar a população africana? Pois é, sabia que se lembrava. Agora o nome do autor da música vocês sabem? Não né desavisados. O cantor se chama Marvin Gaye, e será lançado um filme sobre ele. E irá mostrar o fim da vida conturbada de Marvin.

Marvin Gaye já era o principal artista da famosa gravadora Motown quando, infelizmente, um fato trágico fez o cantor se calar. No dia 1º de abril de 1984, véspera de seu aniversário, quando completaria 45 anos, Marvin Gaye foi assassinado pelo próprio pai, após um desentendimento familiar por questões religiosas ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvin_Gaye)


O projeto financiado pela produtora Attaboy Films, terá como ator protagonista Jesse L. Martin, ator do seriado de TV "Lei & Ordem" As filmagens serão em Massachusetts, Califórnia e Bélgica, começarão a partir do dia 15 de abril.


Jesse L.Martin


Fonte: último Segundo, Wikipédia

Musicais?!?!?! SEMPRE SÃO BEM VINDOS


Após Moulin Rouge e Chicago, não vi nenhum musical recente que me agradasse. Ainda não assisti Dreamgirls é verdade, mas High Scholl Musical já (parem o mundo que eu quero pular de um penhasco).

No momento estou curiosa com o filme Across the Universe, que está em cartaz e leva em todo seu enredo as musicas dos Beatles, sem contar que tem a participação de Bono Vox. :OD


Mas a melhor de todas as notícias recentes, é que o camaleão David Bowie* vai atuar em um musical, chamado "Will", e terá no elenco Lisa Kudrow, a Phoebe ,do seriado "Friends", e Vanessa Hudgens, do High Scholl (que perseguição). Além de Liam Aiken, protagonista, que será um menino rebelde. O roteiro será de Josh Cagan e a direção de Todd Graff.

Vamos aguardar a atuação do camaleão para ver no que dá e não nos decepcionarmos. Como se David Boowie fosse capaz disso... He he he!

Sinopse: Um estudante pouco popular forma um conjunto musical ao lado de uma garota famosa no colégio. Juntos eles competem em uma disputa de bandas, tendo outros colegas com estilos diferentes no grupo.
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*Bowie é um artista versátil, acaba de completar 61 anos, já protagonizou mais de 15 filmes, como "Labirinto" (1986), e lançou mais de 30 discos.
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Fonte: Planet Pop, Cinemaemcena e Cinemacomrapadura