sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Georgia On My Mind
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Parabéns Motown!!!!
No ultimo dia 12 fez 50 anos que o produtor e empresário norte-americano Barry Gordy, a partir de uma empréstimo de U$ 800, fundou em Detroit a gravadora Tamla – que em dezembro daquele ano viraria a Motown. Estão entre os artistas mais famosos da Motown, The Supremes, Marvin Gaye, The Temptations, Martha & The Vandellas, Stevie Wonder, The Jackson Five e Smokey Robinson & The Miracles. Do soul mais açucarado ao funk mais pesado, todos os estilos de música negra dos EUA foram representados pela gravadora
A filosofia da gravadora era baseada em princípios adotados nas montadoras de automóveis de Detroit e segui o principio de uma “linha de produção”, com times de compositores (como o trio Holland-Dozier-Holland e Smokey Robinson), e uma banda de estúdio entrosada (os Funk Brothers) produzindo hit atrás de hit, enquanto os cantores eram “profissionalizados” com cursos de dicção, canto e dança.
Realmente, é perceptível a similaridade dos sons e da própria musica Black deste período. Mas é engraçado que, embora “padronizados”, cada artistas imprimia sua própria marca, singularizando o produto. Muitos deles tendo grande sucesso ainda hoje, alguns deles inclusive ainda fazendo parte da gravadora, vendida para a Universal Music, que agora se chama Motown Universal Music Group.
Embora minhas experiências com a música negra americana dos primórdios da Motown, sou fascinado pelo som. Meu primeiro contato com o estilo, certamente, foi com os Jackson Five e com o Stivie Wonder, de quem ouvia minha mãe comentar sua paixão da infância. Nessas horas é que dou graças a Deus por ter acesso a uma tecnologia que me permite conhecer e usufruir de talentos anterior a minha geração.
Enfim, dedico este post aos 50 anos da Motown, desejando mais 50 anos apresentando e, por que não, produzindo grandes sucessos da musica Black. Como não podia deixar de ser, logo abaixo deixo uma musica dos Jackson Five, um dos grandes íones da gravadora.
Jackson Five - Got to be There & Brand New Thing
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Essa é A BANDA!!!!
O Círculo faz um rock alternativo, influenciado por diversos estilos musicais, dentre eles o reggae e a mpb. A banda traz em suas letras situações do cotidiano, criticas sociais e baladas românticas, tu no melhor estilo rock’n’roll.
Conheci a banda há, mais ou menos, um ano e simplesmente viciei. Letras de uma qualidade singular, arranjadas e harmonizadas de forma fantástica. Como se não bastasse, a interpretação do líder da banda, Pedro Ponde, é um show a parte. É absolutamente fantástico ver o show dos caras. Uma energia única.
A mais ou menos 1 mês, escuto quase que diariamente o Cd de lançamento – Depois de Ver (Indicação do mês do Juke). O cd possui 14 faixas que seduz mesmo aqueles que não são tão fãs do rock’n’roll, como eu. As reflexões gerada pela faixa A Janela, o romantismo de Meu Bem (escutem a música abaixo), a releitura de Muito Romântico,música de Caetano Veloso, e a realidade social de Cano na Cabeça são algumas das canções apresentadas por eles e que deixam claro a percepção musical da banda.
Sem mais delongas, apresento abaixo duas faixas que curto muito e deixo o conselho de que busquem o cd – é MUITO BOM!!!!
Depois de Ver - O Círculo (faixa que dá nome ao cd)
Meu Bem- O Círculo
Contatos da Banda:
Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=14081531MySpace - http://www.myspace.com/ocirculo
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Tecnologias
Agora é só ouvir os 3 primeiros Ramacasts (muito massa!!!) e aguardar o próximo, com a nova participação (to ansioso galera... rs)
Enfim, após as novidades, vamos ao assunto da vez TECNOLÓGIA.
Hoje enquanto passeava pelo Leorama, fui apresentado pelo Raminha a algumas novas tecnologias do mundo da música, dentre elas uma guitarra que possui um sistema de afinação automático – que é diferente do afinador eletrônico – e um tal de Reactable que, segundo ele, é utilizado pela Björk. O equipamento é uma espécie de sintetizador sonoro, com uma aparência super Hi-Tec, que eu não entendi muito bem como funciona. (Confira Aqui)
Estas novas tecnologias me fizeram me questionar sobre como será o futuro da música em meio a todos esses aparatos e lançamentos tecnológicos. O mais louco da tecnologia, não só ligada à música, mais de forma geral, é a velocidade com que ela muda. Se pararmos pra pensar, o cd é um objeto tecnológico relativamente novo, no entanto, já está ficando obsoleto. Usamos o IPod, MP3, 4, 5 e por aí vai, a todo momento, mesmo em casa quando poderíamos parar para ouvir um cd. Mas ninguém nem mais os têm. Cd hoje em dia só é utilizado pra fazer beckup de informações e olhe lá.
Tratando deste debate, lembro-me de uma noticia que li no jornal (se não me engano, no Folha) e que vai, justamente, na contramão deste processo. Enquanto caminhamos para extinção do uso do cd enquanto mídia para música, a extinta POLYGRAM está prestes a ser reaberta aqui no Brasil para retomar a produção de Vinis, que tem seu consumo aumentado nos últimos 2 anos.
Não sei se teria estimulo para voltar a ouvir vinil. Tecnicamente não saberia dizer a diferença qualitativa. Mas, quantas serão as tecnologias que virão não apenas como um ponto de transição, ou será que isso não é possível?
Enfim, pessoalmente, no caso da música, acredito que tais tecnologias só podem ser avaliadas enquanto a sua aplicação e não quanto a sua existência. Não sei como a Björk utilizou o citado instrumento tecnológico, mas, se produziu um efeito legal, ta valendo.
Aí galera, gostaria de saber a opinião dos possíveis leitores deste blog. Valeu.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Mix JukeBox
Há algum tempo estavamos querendo colocar um som pra rolar aqui enquanto vocês apreciam os nossos textos. Pois bem, ontem finamente consegui entender a ferramenta e aí esta a RÁDIO JUKEBOX, que nada mais é que um set list com as musicas preferidas dos autores deste blog.
A seleção feita tem o estilo JukeBox de ser, onde nenhum ritmo especifico, mas sim todos os ritmos e sons são comtemplados. Refleti a diversidade musical de seus participantes e a própria proposta de falar da universalidade na música.
Emfim, espero que gostem do nosso gosto musical e, sobretudo, de nossos textos. Aproveito para pedir àqueles que por ventura voltarem a nos visitar que não deixe de postar um comentário...
Abraços a todos os possiveis leitores deste blog.
Equipe JukeBox.
sábado, 23 de agosto de 2008
Ao mestre baiano!!!
Dorival Caymmi nasceu em Salvador, em 30 de abril de 1914 foi um cantor, compositor, pintor e ator brasileiro. Compôs sobre os hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. (Wikipédia)
Um poeta que cantou de maneira sutil o jeito de uma Bahia de um tempo que não é o meu, mas que nem por isso me faz sentir menos orgulho. Sou de um tempo em que terno branco e chapéu de palha é peça de museu. Um tempo em que a beleza das morenas é retratada de forma vulgar, nada poética. Um tempo em que não se é mais possivel observar a arte da pesca, num ritmo frenético dos milhares de carros. Talvez por isso me sinta tão orgolhoso de saber que alguém – Caymmi – foi capaz de captar tudo que havia de mais belo e mais sincero nesta terra que, ele amou, e eu amo.
Não há mais o que falar sobre esse baiano que mesmo de longe não deixou de amar sua Bahia. Paasou, provavelmente, pra um lugar melhor após 94 anos de uma produção louvavel. Uma herança para música popular brasileira que, certamente, poucos deixarão. Não me refiro apenas as belas canções como a celebre “O Que é Que a Baiana Tem”, imortalizada na voz de Carmem Miranda, “Saudade da Bahia”, “O Samba da Minha Terra”, além de tantas outras.
Não satisfeito em ter nos deixado obra tão maravilhosa, ele deixou para os brasileiros uma herança genetica fantástica chamada Dori, Danilo e Nana. CAYMMI – esse sobrenome não se esquecerá.
Vá em paz!!!
Abaixo, uma das músicas mais fantásticas de Caymmi, interpretada junto com Gal Costa. E logo após uma bela canção interpretada por um de seus herdeiros musicasis, Dori Caymmi.
Só Louco - Dorival Caymmi e Gal Costa .
É Doce Morrer no Mar - por Dori Caymmi.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Meu xará!
Caros leitores deste blog – se é que ainda tem algum depois de tanto tempo parado. Como informamos no último post, tivemos problemas para manter o blog mas achei uma motivação que me impulsionou a escrever antes mesmo das novidades que estamos preparando para o blog. Quero apenas dizer que tomei vergonha na cara e que vou fazer de tudo pra manter uma regularidade nos posts – nem que seja dicas de música ou sei lá o que. Então, vamos lá e não deixem de comentar... isso é um estímulo grande! Vamos ao que interessa...
Apesar de ter nascido no Brasil, Tiago mudou-se para a Inglaterra com apenas 10 meses, vivendo lá por quatro anos. Estudou guitarra e piano, mas seu grande fascínio é a prática do violão. Teve seu primeiro contato com o violão aos 8, mas foi a partir dos 13 que descobriu sua verdadeira paixão pelo instrumento e sua grande identificação com a música.
Aos 17, foi convidado para integrar sua primeira banda como vocalista e, embora inexperiente, aceitou o desafio. Desde então, apresentações em bares e casas noturnas e a passagem por algumas bandas ajudaram-no a aprimorar seu gosto por cantar. Hoje, aos 22 anos, Tiago finalmente sente-se confortável para esboçar suas primeiras composições e expressar através de sua música o que há de melhor em si mesmo.
Em 2007 ganhou destaque nacional com o single "Nothing But a Song" que foi tema da novela adolescente brasileira Malhação. Em 2008, seu segundo single "Scared" entrou na trilha internacional da novela Duas Caras. Seu primeiro álbum tem estréia prevista para o primeiro semestre de 2008. (Wikipedia)
Apresentado o artista, vamos as minhas considerações.
Muuuuuuuuuuito bom, este é meu veredicto. Ouvi Tiago Iorc pela primeira vez num vídeo do youtube, através de uma amiga que havia postado o vídeo de "Nothing But a Song" em sua lista do orkut. Lembro-me de ter gostado da música, mas não busquei maiores informações. No entanto, esta semana, ao acessar meu perfil do MYSPACE (tem música no meio, eu não podia estar fora... :D) e vi uma chamada sobre o trabalho dele. Comecei a ouvir o set list do perfil do Iorc e me fascinei. Não era apenas uma música legal, mas todo um trabalho.
Confesso que há muito tempo não ouvia um cantor jovem que de fato me fizesse querer não parar de ouvir. Não apenas as músicas, mas, os arranjos, a proposta de trabalho, o estilo, tudo é acertado. A voz do cara é extremamente limpa, com um inglês perfeito.
É possível que muitos critiquem o fato de ser um “brasileiro” fazendo música em outro idioma – o que pra mim é um presente. Mas quem sabe não existam planos de trazer algo em português para os fãs – dos quais, sinceramente, me incluo. Uma única vista ao perfil foi o suficiente para isso (tem apenas 3 dias esse fato).
Aí vai o hit "Nothing But a Song":
MySpace Tiago Iorc: www.myspace.com/tiagoiorc
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Muito além de um musical.
Um globo dourado dá início ao filme Across teh Universe. De repente "It feels so rigth now... Hold me tight, and tell me i'm the only one....", começa a ser embalada pela voz da protagonista Lucy, e da namoradinha (que não lembro o nome) do galã Jude. O brilho de um mundo rico, e a sombra de uma realidade pobre, se fundem ao som da música dos Beatles, e inicia o melhor filme que assisti nos últimos meses - pelo menos de musical.
Lucy uma garota rica, se vê desorientada quando o amor dela é mandado para a guerra. Jude, que já meio desorientado das idéias, vive a procura de seu pai biológico, um antigo militar que engravidou sua mãe, porém nunca soube da existência do garoto, sai de Liverpool (olha que coincidêênciia), e segeu para a Princeton, o único endereço que tem do pai....
Imaginem uma banda que vocÊ gosta muito. Imaginaram? Agora, vizualizem boa parte das canções dessa banda se transformando em realidade, e muitos versos que antes não faziam sentido em sua mente, devido a você não ter vivido na época que a banda estava no auge, de repente se encaixam perfeitamente.
É tanto pra falar, mas não consigo expressar através de palavras. As palavras são códigos fracos (lá vem eu e minha semiótica - desculpa gente). O filme é recheado de boas referências. A personagem Sadie, lembra a maravilhoooosaaa Janis Joplin, o Jo-jo, músico que perde o sentido da vida após de ver seu irmão de uns dez anos, morto no caos da guerra, é inspirado no THE BESSSTTT Jimmy Hendrix.
Revolução, cores, drogas, amizade, e o fardo de carregar a "estátua da liberdade" nas cotas, e a carga de uma guerra sem sentido com o Tio Sam dizendo "I want you", a todo momento, abalou a vida dos negros, do brancos, dos hippies, dos
Esses momentos de desespero, são retratados através do romance do casal Lucy e Jude, e das 33 músicas dos Beatles que compõem a magia do filme.
O Across the Universe, consegue unir a psicodelia dos anos 70, ao espírito libertário de uma época de revolução.
O filme ainda conta com participações especiais de pessoas "totalmente excelennteesss" como Bono Vox - o Dr Robert (muito Doido) - , Joe Cocker, que faz uma versão extraordinária de Come Togheter, e Salma Hayek, que faz um clichê bááásico da enfermeira gostosona, em Happiness is a Warm Gun, e também conta a participação de um comediante chamado Eddie Izzard (que tá pavorooosoo no filme), mas dá um tom meio de insanidade na realidade vivida pelos personagens - detalhe no momento antes de aparecer o personagem do comediante, perguntam a Lucy, onde eles estão indo, e ela responde: estamos indo a loucuuura!
Já assisti 15 vezes, rsrsrsrs. Aconselho procês.
Curtam agora um trailer do filem, e uma das melhores partes na minah opinião, que é a do Tio Sam.
Trailer:
Tio Sam:
Direção:Julie TaymorRoteiro:Dick Clement e Ian La Frenais Elenco:Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther, T.V. Carpio
sábado, 3 de maio de 2008
CONSAGREM O SAMBA!
"Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto....."
Esse é o significado da palavra segundo o wikipedia, mas graças Cartola (SALVEEE!!!!!), que disse "o mundo é um moinho", no século passado, acabou por repercutir atualmente, em um trio musical.... que cá entre nós, está perfeito.
Pois é, e num "mix de estilos" que surgiu o Moinho da Bahia, agora apenas O Moinho. Uma banda que tem ritmo, musicos de peso, e que está fazendo a diferença nas ruas boêmias do Rio de Janeiro.
Mesmo morando em Salvador, tenho consciência do que está rolando de bom no mundo carioca, ainda mais, se nesse "bom", tem representantes da minha amada Bahia.
O Cd da banda, Hoje de Noite, traz regravações de nomes consagrados, como Riachão,Moraes Moreira, e Dorival Caymmi, alem de músicas inéditas. Já que toquei nesse assunto, vamos aproveitar e fazer ressalva à uma música super gostosa de ouvir, meio repetitiva, mas muiiitooo bacana, que é a ESNOBA. Essa música de lançamento, já está na trilha sonora da novela Global, Beleza Pura, e cá entre nós, caiu muito bem na personagem Rakelli...
O Moinho, traz nada mais nada menos que Emanuelle Araújo, Lan Lan e Toni Costa (quer mais ou tá pouco?).
Surgiu assim:
+ =
Emanuelle ligou para Lan Lan, que aceitou, e por fim convidaram o Toni...
Não vou escrever o histórico da banda aqui não, vou deixar o cd da banda, como dica do mês para vocês. Maiores informações entrem no site http://www.omoinho.com.br/, ou vão no myspace www.myspace.com/omoinho.
O cd já está nas lojas.ok?!
Agora, para quem não conhece, curtam o clipe de ESNOBA
Ps: Como Emanuelle evolui no "gogó" ein? De parabéns!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Alguém viu um porco voando por aí?

Já passava da meia-noite de ontem (29)... eu estava visitando sites de jornais diários, agências de notícias e revistas só para ver o que havia sido publicado enquanto eu estava off. Passando pelo G1, uma chamada me chamou muito a atenção, não lembro na íntegra o que estava escrito, mas lembro que falava sobre um porco desaparecido. Porco desaparecido... acredite... e um porco do Roger Waters, baixista, vocalista e um dos fundadores do Pink Floyd.
Aconteceu no último domingo (27), na Califórnia. Durante o show no Coachella* , um porco inflável de altura equivalente a dois andares que está presente nos shows do Pink Floyd desde o álbum Animals, lançado na década de 70, começou a flutuar sobre o público quando “se soltou das amarras”. Não é a primeira vez que Waters perde seu porco, segundo o G1 isto já teria acontecido outras três vezes.
Resultado: os organizadores do Coachella estão oferecendo uma recompensa de U$$ 10 mil e quatro ingressos vitalícios para o festival para quem souber do paradeiro do porco perdido. Nada mal, né?!?!
Caso algum de vocês tenha visto um porco voando por aí deve enviar e-mail para lostpig@coachella.com. Roger Waters agradece... rs.
*Festival de Artes e Música Coachella, acontece desde 1999 em Índio, cidade próxima a Los Angeles. O Coachella 2008 contou com mais de 100 atrações, entre elas Jack Johnson, Vampire Weekend, Racounters, Fatboy Slim e os brasileiros do Bonde do Rolê
sábado, 19 de abril de 2008
Ih... é o McCartney
Gosto de músicas antigas... (já me perguntei sobre o que poderia ou não ser considerado antigo, logicamente não cheguei a uma conclusão definitiva. Portanto, chamo aqui de antigo tudo que foi sucesso ou não no período em que eu não havia nascido ou ainda não escolhia as músicas que ouvia). Algumas canções, que tocam raríssimas vezes no meu FM, me deixam com a sensação de que já as escutei muitas vezes antes. Anos 70, 80, início da década de 90... a maior parte dessas músicas são dessa época. Não posso dizer que cresci ouvindo essas canções, com exceção do material que foi lançado nos anos 90. Não vou falar de todas que eu gosto de ouvir ao mesmo tempo... vou me agarrar a apenas uma porque nos reencontramos somente há algumas horas.
Eu nunca consigo descobrir facilmente qual o nome da música ou a banda que a canta. Isso ocorre por alguns motivos: boa parte das bandas não existe mais, dificilmente são tocadas no rádio e, quase sempre, ninguém consegue lembrar de alguma informação útil (hum... eu conheço, qual o nome dele mesmo? Espera só um pouquinho que eu vou lembrar...). Estas foram as razões que atrasaram em algumas semanas meu reencontro com Hope of Deliverance. Lançada por Paul McCartney (ele mesmo, ex-Beatles) em 1993, quando eu estava no meu 4º ano de vida, no álbum Off the Ground, Hopes of Deliverance sequer passou perto do sucesso alcançado por outras canções compostas por McCartney em suas parcerias com John Lennon.
Mas, o que eu posso fazer se eu adoro a música... até mesmo aquela parte em que ele diz ” você estará sempre segurando o meu coração em suas mãos...”. É... o melhor é compartilhar...
P.S.: esqueci de contar como reencontrei a música. Foi o seguinte: após perguntar a meio mundo e não encontrar ninguém que soubesse me dar sequer uma pista, apurei os ouvidos, identifiquei palavras soltas da letra e joguei tudo no bom e velho Google... aí foi só usar os neurônios e um pouco de instinto pra revelar facilmente entre os milhares de resultados qual era a canção procurada. Simples assim... rsrsrs
Por fim, reapresento Hope of Deliverance, do Mr. McCartney:
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Eu vejo o futuro repetir o passado
Crítica sobre o filme O TEMPO NÃO PÁRA
Por Midiã Santana
O Filme Cazuza – O tempo não pára, mostra o esforço da Indústria Cultural na construção da imagem de Cazuza como um ícone dos anos 80. Um alguém que brilhou e teve seus anos de glória, mas que após adquirir AIDS, continuou a ser um poeta que vivia intensamente. Claramente, tudo isso é muito bonito de se mostrar a um público que já tem a imagem construída e pré-estabelecida sobre o seu ídolo feito pela mídia.
Mas, é isso que o artista era realmente? Obviamente que não. No caso de Cazuza ele era um menino classe média alta, que não era um bom filho, um bom amigo, um bom aluno, e que em seus últimos anos de vida morreu impotente de suas forças, em uma morte precoce, por viver de uma forma anti-moralista, impondo no filme que ser correto não é algo necessário para a conquista dos objetivos, completamente contraditório ao que a sociedade ressalva.
O Filme não retrata de forma real quem era o Cantor. Cazuza foi filho de João Araújo, fundador da gravadora Som Livre, conseqüentemente conviveu desde jovem com grandes nomes da MPB, era um “filhinho de papai” pertencente a uma família de classe média alta.
Houve episódios de sua vida que não foram abordados, como a viajem do cantor na adolescência a Califórnia, para fazer um curso de fotografia, porém não o concluiu. Cazuza também prestou vestibular, no Centro de Comunicações de Jacarepaguá, onde foi aprovado, mas trancou a matrícula logo em seguida, pois seu único interesse em fazer o vestibular era ganhar o carro caso passasse, como o pai havia prometido. E o fato mais importante, porém vetado, que ao invés de ser apenas um usuário de drogas, Cazuza também era considerado como um traficante da Zona Sul, mas induzir o povo a seguir um ídolo traficante morador de um apartamento em Ipanema, não é o objetivo do Filme, então “direto para debaixo do tapete”.
Acredito, que esses tipos de “anseios de rebelde sem causa”, foram ocultados para que os espectadores não perdessem o elo, a proximidade com a historia do cantor. O que creio ser muito prejudicial na “reconstrução” da imagem de um ídolo, pois fatos como esses que são considerados menos importantes podem não ser percebidos pela maioria, porém os reais fãs do cantor não gostam apenas das superficialidades.
A seqüência do filme segue de forma correta, Cazuza entra no grupo de Teatro onde conhece Bebel Gilberto e Léo Jaime, que o apresenta para o Barão Vermelho, onde se torna vocalista, e depois de alguns anos sai do grupo, adquiri AIDS, continua fazendo sucesso com sua forma excessiva de viver.
A forma descarada e inconseqüente que o protagonista vivia mesmo após de descobrir a doença foi bem apresentada no filme. Mas um dos momentos mais tristes de sua carreira foi deixado de lado, e não foi abordado: Quando na capa da revista Veja estamparam uma foto dele ressaltando a magreza esquelética do cantor, com a manchete "Uma vítima da Aids agoniza em praça pública". A matéria questionava as obras de Cazuza, e afirmava "Cazuza não é um gênio da música”. Momento mais do que marcante, diria traumatizante para a vida de um cantor tão cheio de ego, vendo seu objetivo de ser um ícone sendo deturpado por uma revista, deveria ser contextualizado no filme. Obviamente, o objetivo do filme era mostrar um ídolo forte que independente de sua doença vivia intensamente, mas é claro que não iriam comprar briga com uma revista que circula até os dias atuais, para ao invés de lucrarem com o filme, terem prejuízos.
De qualquer maneira o filme merece aplausos, por relembrar a personalidade de um cantor misto, cheio de incertezas, vitórias e fracassos, e também por revelar que Cazuza percebeu a não existência de uma ideologia para se viver, e que ter ideais é questionar, interrogar o cotidiano, o despercebido. E mesmo ao cantar “ideologia eu quero um para viver”, a mensagem pode ser entendida de formas diferentes, para cada cinéfilo e ouvinte, mas infelizmente nesse tipo de "reconstrução do artista”, nunca fica explicito que a verdadeira Ideologia do Cinema é movida pela Industria Cultural.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Parabéns Cazuza.
Como noticiaram muitos veículos de comunicação na Internet, se vivo estivesse, Cazuza estaria completando hoje meio século de vida. E poderia, se não tivesse se entregue a uma vida desregrada recheada de drogas e promiscuidade.
Assistindo hoje a uma antiga entrevista concedida pelo cantor a repórter Leda Nagle (site G1) ouvi o próprio Cazuza admitir ser uma pessoa EXAGERADA, no amor, nas experiências, no comportamento, enfim, em tudo. Exagero esse traduzido poeticamente na numa das muitas músicas de grande sucesso do cantor – Exagerado (1985 – ano em que nasci).
Tendo iniciado sua carreira com a banda Barão Vermelho – formando uma parceria de sucesso com Frejat (idealizador da banda) – em 1985, Cazuza abandonou a o Barão Vermelho em plena gravação do 4º disco da banda (quase escrevo “cd”). Como fica claro no filme biográfico Cazuza – o tempo não para, nem mesmo o Frejat, roqueiro e, também, usuário de drogas, conseguiu conviver com o exagero do Cazuza.
A Aids, doença que vitimou o poeta, foi descoberta no mesmo ano que começou sua carreira solo e daí pra frente, senão todas, muitas das musicas do cantor foram completamente influenciadas pelo drama pessoa que ele vivia.
Algum tempo atrás recebi uma mensagem – dentre muitas que chegam no e-mail, vidas sabe-se lá de onde – em que, se não me engano, uma psicóloga criticava justamente o fato da juventude dos anos 80 e 90 terem como ídolo o Cazuza.
“Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta”, critica a psicóloga.
Repassei o e-mail e recebi respostas calorosas de fãs que haviam entre meus contatos, e também eu achei um pouco de exagero da parte dela mas, não dá pra negar que ela tem certa razão. Não só podemos, como devemos, apreciar e reverenciar a obra do artista. Mas de fato é preciso dissociá-las do exmplo do individuo.
Não posso deixar de mencionar alguns dos grandes sucessos deste gênio transviado: Bete Balanço, Pro Dia Nascer Feliz, Ideologia, Beija-Flor, Faz Parte Do Meu Show, e muitos outros. A lista poderia ser muito maior do que é hoje se ele não houvesse SE SUICIDADO. Mais um gênio da música que a droga e o desregramento nos leva.
Infelizmente, não podemos mais dizer: Feliz Aniversário.
Faz Parte do Meu Show - Cazuza.
domingo, 2 de março de 2008
Ah! Que saudade.
"Júlio, Bento Sérgio, Samuel, e Dinho.
Vivem juntos lá no céu. Foram brincar com Deus...
Ah! Que saudade.
O Brasil voltou a se emocionar...
Protejam seus meninos.
Mamonas Assassinas".
Obs: Também leiam o post anterior sobre o U2.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Sem horas e sem dores, respeitável público pagão... Sintaxe à vontade...
foto: Lorena Lima
Reconheceram esse título? Pois é... Quem é blogueiro e gosta de Internet, sabe de quem estou falando. São eles, a Banda O Teatro Mágico.
Uma mistura de Sarau, com diversos estilos de músicas e um figurino nada convencional de clowns. O Teatro Mágico, banda surgida no “Mundo Mágico de Ozzz...Osasco”, como diz o Fernando Anitteli, líder do grupo, conseguiu conquistar inúmeros fãs, em menos de cinco anos, apenas com a ajuda de um veículo comunicacional: A Internet.
Atualmente a maior comunidade deles no Orkut, possui mais de 70 mil pessoas. Imaginem aí? Daqui a dois dias vai passar a comunidade da Ivete Sangalo (olha ela de novo) que tem se não me engano, quase 200 mil pessoas, rsrs.
Eu, particularmente, não irei mentir, sou fã de carteirinha. Os dois únicos shows que eles fizeram em Salvador, eu fui, e nos em ambos eu tive a oportunidade de falar com eles, até entrar no camarim. Mas, o quero frisar é a inserção da Indústria Cultural no contexto Mágico Teatral da Trupe.
A Indústria
O discurso “Contra Burguês, baixe mp3”, é um jargão muito utilizado por Anitelli, só que ao mesmo tempo em que ele é a favor dos downloads, e contra a “burguesia”, esse “idealismo”, se torna contraditório. Pois, quem é a burguesia?
Paremos e analisemos, quem possui computador em casa? Ultimamente o acesso a Internet está bem mais fácil, é óbvio, mas não querendo ser excludente e com visão preconceituosa, qual o nível de ouvintes da banda o Teatro Mágico? Não são os filhos da burguesia?
Sim, somos nós os filhos da classe média. Lembrando que esse “burguês” a qual ele se refere são as indústrias musicais que “comem” o dinheiro do artista sem dó, nem piedade.
Se formos pensar no contexto de Indústria Cultural, é simples. Seria definido como a Mercantilização da Cultura. O Teatro Mágico é a favor de baixar arquivos na Internet, o vilão das grandes gravadoras. Ponto para o TM! Mas esse processo de massificação de super câmbio da música, não acaba por perder a Aura* da música? É irônico, pois a pirataria é a resposta, ou melhor, um tapa de luva na “cara” da Indústria Cultural, que na verdade foi quem criou a pirataria acidentalmente.
[...] O processo que leva à superação da cultura burguesa tradicional da obra de arte única etc., se carrega inegáveis potencialidades no sentido da democratização da cultura, é essencialmente um processo de constituição de uma cultura e de uma forma de produção cultural especificamente capitalistas, representando, antes de tudo, a vitória mais retumbante do sistema: a extensão da lógica do capital ao campo da cultura e ao conjunto dos modos de vida.(Bolaño, 2000, p.117)
Os ouvintes
No ponto de vista, soteropolitana, moradora da capital Baiana. É impossível não receber um choque cultural e social, ao ir num show deles, é uma borbulha de informações, de pessoas, de jovens que em sua maioria se dizem de mente muito aberta, evoluída, entretanto, ao saírem do show, voltam a ser aqueles mesmo playboys e patricinhas, que não gostam de poesia, não sabem o que é o estilo cordel (pensam apenas que é uma banda), vivem de interpretar personagens para tentarem se inserir num contexto pseudo-intectual de ser, e enganam a eles próprios.
*Aura – Era a forma como Walter Benjamim, frankfurtiano, estudioso da Sociedade, se referia a perda da autenticidade, com a perda do testemunho histórico de uma arte.
Esse assunto dá muito pano pra manga. Estou produzindo um artigo referente a isso. Quando estiver pronto, e eu abordar todas as vertentes possíveis, sem cair no clichê, na visão do senso comum, e quebrar paradigmas meus, e os estipulados pelo assunto. Depois postarei aqui, para vocês analisarem, e opinarem.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Selos sempre são bem vindos


Nós, Vida Com Trilha Sonora (notas musicais Lá e Mi, Laís e Midiã Noelle), e SouMusic (Tiago), agradecemos o apoio de vocês em apenas 19 dias de existência do blog.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Valeu \o/
Nós do Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si., estamos muito felizes hoje. Ganhamos um selinho no blog Dias Melhores. Isso mostra o quanto a comunicação entre os blogs é necessária e real...
O selo é esse aqui olha:

Comentário de agradecimento no blog Dias Melhores:
Olá Nathy!
Ficamos muito felizes por essa indicação. Acreditamos que nós jovens, não podemos silenciar as nossas inquietações momentâneas, seja na música, na política, no nosso cotidiano... Enfim, expressar é uma arte.
Obrigada.
Iremos linkar o seu blog nos "Https alheios", e o selinho também.
E não esquece: "Ler aprimora os ouvidos".
Bem vinda
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Presente do Mês
Breve histórico by Wipédia:
Sara ganhou a final da 1ª edição (1993/1994) do concurso Chuva de Estrelas da SIC onde interpretou um tema de Whitney Houston.
Foi convidada por Rosa Lobato de Faria para participar no Festival RTP da Canção de 1994 com a canção "Chamar a Música". A canção receberia o máximo de pontuação de todos os jurados, ganhando assim um lugar no Festival Eurovisão da Canção de 1994, onde alcançou a 8ª posição.
Em 1996 editou o seu primeiro disco que contou com a colaboração do coro Shout.
Em 1997 grava a música "Longe Do Mundo" (uma adaptação de "God Help The Outcasts, de Heidi Mollenhauer), para o filme da Disney, O Corcunda De Notre-Dame, que viria a merecer uma menção honrosa da Disney como a melhor versão, sem contar com a inglesa, da canção.
Na Expo'98, Sara Tavares participou no espectáculo de tributo a Gershwin, ao lado da Rias Big Band Berlin.
Colaborou entretanto no grande sucesso da banda Ala dos Namorados, "Solta-se o Beijo" .
Em 1999 editou o álbum "Mi Ma Bô", um disco mais maduro e com mais ligação às suas raízes.
O álbum "Balancê", uma edição da World Connection, foi editado em Novembro de 2005, tendo sido considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica.
Isso que é trilha sonora
Queridos Amigos
Elis Regina - O Que Foi Feito De Vera Milton Nascimento E Elis Regina
O que foi feito, amigo, de tudo que a gente sonhou
O que foi feito da vida, o que foi feito do amor
Quisera encontrar aquele verso menino
Que escrevi há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade, falo assim por saber
Se muito vale o já feito, mas vale o que será
Mas vale o que será
E o que foi feito é preciso conhecer para melhor
prosseguir
Falo assim sem tristeza, falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos que nós iremos crescer
Nós iremos crescer, outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas que o homem que eu era
voltou
A tribo toda reunida, ração dividida ao sol
E nossa Vera Cruz, quando o descanso era luta pelo
pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio e rio qualquer dava pé
E a cabeça rolava num gira-girar de amor
E até mesmo a fé não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz
Hoje essa vida só cabe na palma da minha paixão
Devera nunca se acabe, abelha fazendo o seu mel
No pranto que criei, nem vá dormir como pedra e
esquecer
O que foi feito de nós
Mais um musical para a Beyonce estrelar.
Fonte: O Globo Online
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Sinceramente? A atriz da vez poderia ser a Alicia Keys, não?
Blues = Alicia = Novidade.