O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um beijo roubado


Foi meio de sopetão que eu decidi assisti Um beijo roubado. Tarde de terça-feira, não havia nada de imediato a ser feito e pensei “Por que não?”. Ao conferir os filmes em cartaz me deparei com My Blueberry Nights (título original), que seria exibido numa sala distante de mim cerca de 40 minutos. Já tinha ouvido elogios a respeito do filme e sabia que a cantora de jazz Norah Jones fazia parte do elenco (é... agora cantora e atriz), o argumento final que me convenceu definitivamente a assistir ao filme foi o preço do ingresso: R$ 2. O filme estreou nos cinemas brasileiros em maio passado. Aqui na Bahia, ele ficou quase que restrito apenas às salas de arte. Quase... porque agora ele está em cartaz no Cinemark.

A história narra a trajetória de Elizabeth (Norah Jones), uma “moça com o coração partido” por descobrir a traição de seu namorado. Ela conhece Jeremy (Jude Law). Ele é o dono do café para o qual o namorado de Elizabeth levou a “outra”. Ela passa a freqüentar o local após o fim do expediente. Algum tempo depois, Elizabeth viaja pelos Estados Unidos com o objetivo de esquecer o ex, mas não perde contato com Jeremy. Durante a viagem, encontra outras pessoas com problemas em seus relacionamentos amorosos e familiares. E, a partir desse ponto, não dá para contar mais nada, só assistindo, rs.

O filme é muito bom! Apesar de todo o romantismo, em momento algum ele chega a ser “água com açúcar”. Mas, o meu maior elogio vai para a trilha sonora. Norah Jones além de atuar também participa da trilha com The Story. Além dela, outras vozes que embalam a narrativa são a de Cat Power (com duas canções), Amos Lee e Cassandra Wilson. Nem esses nem os outros nomes são lá muito conhecidos aqui no Brasil. E, não há, entre as canções nenhuma com gritos enfurecidos e instrumentos pesados. Entretanto, todas estão em acordo com o clima apresentado pelas imagens. Em Um beijo roubado som e imagem formam um par fantástico, em perfeito equilíbrio.

E concluindo, o filme é do diretor Wong Kar Wai, aclamado por seus trabalhos anteriores como Amor à flor da pele e 2046 - os segredos do amor. Ah, e o elenco... além da Norah Jones e do Jude Law, ainda traz as atrizes Rachel Weisz e Natalie Portman.

Ao navegar pelo site oficial do filme, é possível ouvir um trecho de cada música da sensacional trilha de Um beijo roubado: http://www.umbeijoroubado.com.br/

O vídeo abaixo é da música The Greatest, da Cat Power. Em minha opinião, uma das mais belas canções do filme.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Viva La Vida

Galera,

o Coldplay acaba de lançar álbum novo e ele estará disponível, até sexta-feira (13) para audição, no MySpace [link lá embaixo].

Este é o quarto CD da banda inglesa. O nome, Viva La Vida or Death And All His Friends, é referência a um quadro da mexicana Frida Kahlo.

http://www.myspace.com/coldplay

Vídeo do single Violet Hill:



p.s.: escrevo mais sobre este álbum semana que vem. Sou uma estudante em fim de semestre, ou seja, desesperaaaaaaadaaaaa e sem tempo pra muita coisa. Sorry!!! Mas eu vou me redimir.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Alguém viu um porco voando por aí?

Por Laís Santos


Já passava da meia-noite de ontem (29)... eu estava visitando sites de jornais diários, agências de notícias e revistas só para ver o que havia sido publicado enquanto eu estava off. Passando pelo G1, uma chamada me chamou muito a atenção, não lembro na íntegra o que estava escrito, mas lembro que falava sobre um porco desaparecido. Porco desaparecido... acredite... e um porco do Roger Waters, baixista, vocalista e um dos fundadores do Pink Floyd.

Aconteceu no último domingo (27), na Califórnia. Durante o show no Coachella* , um porco inflável de altura equivalente a dois andares que está presente nos shows do Pink Floyd desde o álbum Animals, lançado na década de 70, começou a flutuar sobre o público quando “se soltou das amarras”. Não é a primeira vez que Waters perde seu porco, segundo o G1 isto já teria acontecido outras três vezes.

Resultado: os organizadores do Coachella estão oferecendo uma recompensa de U$$ 10 mil e quatro ingressos vitalícios para o festival para quem souber do paradeiro do porco perdido. Nada mal, né?!?!

Caso algum de vocês tenha visto um porco voando por aí deve enviar e-mail para lostpig@coachella.com. Roger Waters agradece... rs.

*Festival de Artes e Música Coachella, acontece desde 1999 em Índio, cidade próxima a Los Angeles. O Coachella 2008 contou com mais de 100 atrações, entre elas Jack Johnson, Vampire Weekend, Racounters, Fatboy Slim e os brasileiros do Bonde do Rolê

sábado, 19 de abril de 2008

Ih... é o McCartney

Por Laís Santos

Gosto de músicas antigas... (já me perguntei sobre o que poderia ou não ser considerado antigo, logicamente não cheguei a uma conclusão definitiva. Portanto, chamo aqui de antigo tudo que foi sucesso ou não no período em que eu não havia nascido ou ainda não escolhia as músicas que ouvia). Algumas canções, que tocam raríssimas vezes no meu FM, me deixam com a sensação de que já as escutei muitas vezes antes. Anos 70, 80, início da década de 90... a maior parte dessas músicas são dessa época. Não posso dizer que cresci ouvindo essas canções, com exceção do material que foi lançado nos anos 90. Não vou falar de todas que eu gosto de ouvir ao mesmo tempo... vou me agarrar a apenas uma porque nos reencontramos somente há algumas horas.

Eu nunca consigo descobrir facilmente qual o nome da música ou a banda que a canta. Isso ocorre por alguns motivos: boa parte das bandas não existe mais, dificilmente são tocadas no rádio e, quase sempre, ninguém consegue lembrar de alguma informação útil (hum... eu conheço, qual o nome dele mesmo? Espera só um pouquinho que eu vou lembrar...). Estas foram as razões que atrasaram em algumas semanas meu reencontro com Hope of Deliverance. Lançada por Paul McCartney (ele mesmo, ex-Beatles) em 1993, quando eu estava no meu 4º ano de vida, no álbum Off the Ground, Hopes of Deliverance sequer passou perto do sucesso alcançado por outras canções compostas por McCartney em suas parcerias com John Lennon.

Mas, o que eu posso fazer se eu adoro a música... até mesmo aquela parte em que ele diz ” você estará sempre segurando o meu coração em suas mãos...”. É... o melhor é compartilhar...

P.S.: esqueci de contar como reencontrei a música. Foi o seguinte: após perguntar a meio mundo e não encontrar ninguém que soubesse me dar sequer uma pista, apurei os ouvidos, identifiquei palavras soltas da letra e joguei tudo no bom e velho Google... aí foi só usar os neurônios e um pouco de instinto pra revelar facilmente entre os milhares de resultados qual era a canção procurada. Simples assim... rsrsrs

Por fim, reapresento Hope of Deliverance, do Mr. McCartney:

sábado, 8 de março de 2008

Existem listas, listas e listas...

Adoooooooooro listas. Eleições de listas de músicas, álbuns, bandas, etc. Acompanho a maioria delas: as músicas mais estimulantes, as mais felizes, mais tristes, os melhores álbuns britânicos...

Há algumas noites atrás, no meio de uma conversa no MSN, alguma coisa me fez relembrar essas listas (tá, confesso que nem lembro o que trouxe estas lembranças). As pesquisas para a composição dos “melhores” ou “piores” são, geralmente, encomendadas por revistas ou sites, se são confiáveis ou não é uma discussão que fica para outro post. Mas, não é uma atividade interessante conferir os resultados e confrontá-los com nossa opinião?

Estou pesquisando as vencedoras dessas listas, já tenho algum material reunido. Aí embaixo estão dois resultados, duas das famigeradas listas... e aí??? Você concorda com a escolha das vencedoras???

5 Melhores letras de música, realizada em 2006 pelo canal musical VH1:

1. One, U2
2. How soon is now, The Smiths
3. Smells like teen spirit, Nirvana
4. Redemption song, Bob Marley
5. Yellow, Coldplay

10 músicas mais irritantes de todos os tempos, realizada pelo tablóide britânico The Sun, em 2007:

1. You’re beautiful, James Blunt
2. Crazy Frog, Axel F.
3. Mmm Bop, Hanson
4. Mr, Blooby, Mr. Blooby
5. Birdie song, The Tweets
6.Shout, Lulu
7.Agadoo, Black Lace
8.Grace Kelly, Mika
9. My heart will go on, Celine Dion
10. La Macarena, Los Del Rios

Aguardem novas listas para breve...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd


O blog é sobre música... então, vou usar o espaço pra falar sobre um musical: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Assisti nesse final de semana o novo filme do Tim Burton, estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter e A-D-O-R-E-I. O longa é uma adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, de Stephen Sondheim, estreado em 1979. Antes de qualquer coisa devo confessar que sou suspeita pra escrever sobre Sweeney Todd porque adoro as produções do Tim Burton (quem nunca assistiu Edward, mãos de tesoura e A lenda do cavaleiro sem cabeça? E as animações O estranho mundo de Jack e A noiva-cadáver? Burton também já se aventurou na música dirigindo o clipe Bones, da banda The Killers.), gosto muito do trabalho do Johnny Depp e os dois ficam muito melhor juntos (Edward..., A lenda..., A noiva.., este é o sexto filme em que trabalham juntos).

No filme, Johnny Depp começa como Benjamin Barker, barbeiro que foi condenado à prisão injustamente. O responsável por sua prisão é o juiz Turpin, que pretende afastá-lo de sua esposa pra ficar com ela. Solto após 15 anos de cárcere, sem saber o que aconteceu a sua mulher e a sua filha, Barker retorna com nova identidade, Sweeney Todd, em busca de vingança. A história se passa na Londres do século 19, e é justamente deste cenário que começo falando: é sombrio, tudo em tom de cinza, gótico, ratos pelos cantos, tudo ali reflete a alma da personagem de Depp. A atmosfera imprime ao filme o já conhecido estilo Burton e isso, ao menos pra mim e para os muitos fãs do diretor, não é ruim. Ao voltar ao local onde morava Todd encontra a Srta. Lovett (Helena Bonham Carter) e sua falida loja de tortas. Não há clientes porque as tortas são ruins já que a carne, que deve ser usada como recheio, está muito cara. Bem, o problema da falta de carne será resolvido ao longo do filme...

Sangue. O filme tem muito sangue, mas nem por isso é assustador, pesado, nojento, repleto de cenas fortes... depois que você vê as primeiras gotas do líquido vermelho, espesso (não é sangue tipo Kill Bill, parece ser mais real) você acostuma.

Música. Como não poderia ser diferente, já que o longa é um musical, há muita música. A novidade aí fica por conta do Johnny Depp cantando canções completas pela primeira vez em atuações. Então, quem não gosta de musicais melhor não assistir: todos as personagens falam pouquíssimo e cantam muito.

Comédia. Lembram do Sacha Baron Cohen, o Borat? Pois é... ele também está no elenco. Ele representa um falso barbeiro italiano criador de uma fórmula contra calvície. O figurino da personagem já rende algumas gargalhadas. Há também algumas passagens de humor, humor negro, diga-se de passagem.

Romance. Duas histórias principais. A primeira entre um jovem marinheiro e a filha de Sweeney Todd. A segunda, paixão de mão única, nutrida pela Srta. Lovett em relação a Sweeney. Esta última rende cenas hilárias, frutos da imaginação da Srta. Lovett.

Prêmios. A produção já conquistou o Globo de Ouro de melhor musical e melhor ator. Ainda concorre em três categorias no Oscar 2008, entre elas, mais uma vez, a de melhor ator pela atuação de Johnny Depp.

Enfim, fica aí a dica. Pra quem gosta de música, pra quem gosta de cinema, Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma boa escolha. Estou pensando seriamente em assistir ao filme mais uma vez. E claro, os comentários são bem vindos.

Confira o trailler:



Por Laís Santos

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ano novo, álbum novo

2008 promete ser um ano repleto de lançamentos pra lá de esperados, pelos fãs e pela crítica. Sabe os músicos que estavam num período indeterminado de férias, e aquela banda que andava sumida ou aquele grupo que estava naquela velha novela do acaba-não-acaba... então, muitos deles voltaram aos estúdios de gravação e apresentarão seus novos trabalhos ainda este ano. Os seguintes lançamentos já foram confirmados:

Jack Johnson (5 de fevereiro): depois de alcançar o reconhecimento internacional com seus álbuns anteriores, entre eles In Between Dreams (2005), o havaiano volta com Sleep through the static, seu quinto disco de estúdio. Detalhe: o álbum já vazou na internet.

Coldplay (maio): produzido por Brian Eno, parceiro do U2 em The Joshua Tree, o quarto álbum da banda liderada por Chris Martin chama-se Prospekt e tem previsão de lançamento para maio. Corre o boato de que o disco também já vazou.

Oasis (abril ou maio): a banda de Manchester começou a gravar este disco em julho do ano passado, a intenção era lançá-lo ainda naquele ano. O projeto acabou atrasando, espera-se que o resultado compense...

R.E.M. (31 de março): com Accelerate, os norte-americanos prometem um resgate do som dos primeiros anos da banda. Algumas das músicas de trabalho já foram apresentadas em 2007 durante shows do R.E.M. na Irlanda.

Weezer (22 de abril): Tout Ensemble, esse é o nome do sexto disco da banda de hits como Buddy Holly e Island in the sun. O disco carrega a responsabilidade de tirar a má impressão causada pelo seu antecessor, Make Believe.

Franz Ferdinand (primeiro semestre): após andar se aventurando entre as letras com o livro Mordidas Sonoras, Alex Kapranos volta ao cenário musical. Os escoceses do Franz Ferdinand lançam seu terceiro disco. Ouça Turn it on, primeira faixa do novo álbum que já foi tocada em algumas apresentações dos rapazes.

Madonna (segundo semestre): Timbaland é o produtor do novo álbum da rainha do pop. O R&B predomina no trabalho que, dizem, conta com a participação de Justin Timberlake e Pharrel Williams.

U2 (segundo semestre): As novas canções receberam influências de música africana, trance, eletrônico e hardcore. O resultado, segundo Bono Vox, líder da banda é algo que “não parece com nada que fizemos antes e achamos que não parece com nada que qualquer outra pessoa tenha feito também”. O trabalho mais recente do grupo é How to dismantle an atomic bomb, álbum que resultou na turnê Vertigo, que até passou pelo Brasil.



Confira o primeiro single do novo cd de Jack Johnson, If I had eyes:



Por Laís...