O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sem horas e sem dores, respeitável público pagão... Sintaxe à vontade...

Postado por Midiã Noelle
foto: Lorena Lima

Reconheceram esse título? Pois é... Quem é blogueiro e gosta de Internet, sabe de quem estou falando. São eles, a Banda O Teatro Mágico.
Uma mistura de Sarau, com diversos estilos de músicas e um figurino nada convencional de clowns. O Teatro Mágico, banda surgida no “Mundo Mágico de Ozzz...Osasco”, como diz o Fernando Anitteli, líder do grupo, conseguiu conquistar inúmeros fãs, em menos de cinco anos, apenas com a ajuda de um veículo comunicacional: A Internet.
Atualmente a maior comunidade deles no Orkut, possui mais de 70 mil pessoas. Imaginem aí? Daqui a dois dias vai passar a comunidade da Ivete Sangalo (olha ela de novo) que tem se não me engano, quase 200 mil pessoas, rsrs.
Eu, particularmente, não irei mentir, sou fã de carteirinha. Os dois únicos shows que eles fizeram em Salvador, eu fui, e nos em ambos eu tive a oportunidade de falar com eles, até entrar no camarim. Mas, o quero frisar é a inserção da Indústria Cultural no contexto Mágico Teatral da Trupe.

A Indústria
O discurso “Contra Burguês, baixe mp3”, é um jargão muito utilizado por Anitelli, só que ao mesmo tempo em que ele é a favor dos downloads, e contra a “burguesia”, esse “idealismo”, se torna contraditório. Pois, quem é a burguesia?
Paremos e analisemos, quem possui computador em casa? Ultimamente o acesso a Internet está bem mais fácil, é óbvio, mas não querendo ser excludente e com visão preconceituosa, qual o nível de ouvintes da banda o Teatro Mágico? Não são os filhos da burguesia?
Sim, somos nós os filhos da classe média. Lembrando que esse “burguês” a qual ele se refere são as indústrias musicais que “comem” o dinheiro do artista sem dó, nem piedade.
Se formos pensar no contexto de Indústria Cultural, é simples. Seria definido como a Mercantilização da Cultura. O Teatro Mágico é a favor de baixar arquivos na Internet, o vilão das grandes gravadoras. Ponto para o TM! Mas esse processo de massificação de super câmbio da música, não acaba por perder a Aura* da música? É irônico, pois a pirataria é a resposta, ou melhor, um tapa de luva na “cara” da Indústria Cultural, que na verdade foi quem criou a pirataria acidentalmente.

[...] O processo que leva à superação da cultura burguesa tradicional da obra de arte única etc., se carrega inegáveis potencialidades no sentido da democratização da cultura, é essencialmente um processo de constituição de uma cultura e de uma forma de produção cultural especificamente capitalistas, representando, antes de tudo, a vitória mais retumbante do sistema: a extensão da lógica do capital ao campo da cultura e ao conjunto dos modos de vida.(Bolaño, 2000, p.117)

Os ouvintes
No ponto de vista, soteropolitana, moradora da capital Baiana. É impossível não receber um choque cultural e social, ao ir num show deles, é uma borbulha de informações, de pessoas, de jovens que em sua maioria se dizem de mente muito aberta, evoluída, entretanto, ao saírem do show, voltam a ser aqueles mesmo playboys e patricinhas, que não gostam de poesia, não sabem o que é o estilo cordel (pensam apenas que é uma banda), vivem de interpretar personagens para tentarem se inserir num contexto pseudo-intectual de ser, e enganam a eles próprios.

*Aura – Era a forma como Walter Benjamim, frankfurtiano, estudioso da Sociedade, se referia a perda da autenticidade, com a perda do testemunho histórico de uma arte.

Esse assunto dá muito pano pra manga. Estou produzindo um artigo referente a isso. Quando estiver pronto, e eu abordar todas as vertentes possíveis, sem cair no clichê, na visão do senso comum, e quebrar paradigmas meus, e os estipulados pelo assunto. Depois postarei aqui, para vocês analisarem, e opinarem.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Selos sempre são bem vindos

O Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si, ganhou mais dois selos. \o/








Ficamos muito felizes por em uma semana já termos ganhado TRÊS selos, sendo que agora foram dois no blog A PISTOLEIRA E A MEDIUM.Valeu Denise Machado. Receber o reconhecimento de VOCÊS, nossos leitores, é de imensa satisfação.
Aproveitando o post de agardecimento, nós do Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si., gostariamos de saber a opinião de vocês sobre o blog. O que precisa melhorar? O que tá legal? Precisa adicionar algo?
Se tiverem sugestão de pautas para serem aboradadas aqui, ou enquetes, nós ficariamos muito felizes em debater o assunto proposto, e é claro, tudo que for indicado por vocês, nós faremos a menção de quem foi a idéia.


Nós, Vida Com Trilha Sonora (notas musicais Lá e Mi, Laís e Midiã Noelle), e SouMusic (Tiago), agradecemos o apoio de vocês em apenas 19 dias de existência do blog.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O lado negro da fama.

Fama, dinheiro, sucesso, às vezes sobem à cabeça. Assim acontece no mundo das estrelas, no mundo das artes, no mundo da música. Infelizmente não são poucos os casos de artistas (e aqui me aterei aos casos da musica) que infelizmente não conseguem administrar saudavelmente toda fama que tem, ou a falta dela. E quando isso acontece, a maioria desses músicos recorrem às drogas como subterfúgios para aplacar as ilusões. É impressionante como nessa hora o dinheiro não faz diferença.

Volta e meia penso neste tema – visto que muito dos artistas que gosto, infelizmente, estão entre os que recorrem a este expediente – e, por mais que pense, não consigo encontrar resposta para sanar uma simples dúvida: o que leva uma pessoa com sucesso a arriscar tudo por pequenos e rápidos minutos de prazer e abstração da realidade?

Comecei a escrever esse texto após rever – no computador ao lado do meu – uma imagem de Whitney Houston, algum tempo atrás. É deprimente ver uma artista como ela chegar onde chegou por causa das drogas. Lembro-me da primeira vez que vi as fotos divulgadas na mídia mundo a fora. Fiquei perplexo, em nada lembrava aquela bela mulher, com uma voz singular que, além de tudo, atuava de forma brilhante em O Guarda-Costas.

Como Whitney, muitos são os casos. Em termos de Brasil, vou citar dois casos conhecidos e que, para mim, foram muito significativos. A perda de Elis Regina e de Cássia Eller, quase exatos vinte anos depois – ambas mortas em virtude da overdose de drogas. Chego a sentir raiva ao pensar que duas artistas como elas (e olhe que só nasci 3 anos após a morte de Elis) tenham interrompido uma carreira brilhante por conta disso.

Talvez por ser extremamente “careta” eu nunca consiga chegar nem perto de uma explicação que possa fazer sentido. Dificuldades, todos nós passamos. Mas, ao contrario de muitos, elas tinham “tudo”. Não desconsiderado o fato de que, embora estrelas, elas eram de carne e osso como qualquer um de nós. Porém, talvez por ser tão ligado à musica e perceber o significado, a importância, dessas e de outros cantores, não consigo deixar de condenar e me sentir revoltado.

Gostaria de saber mais quantos artistas talentosos deixarei de conhecer a fundo, ou nem saberei da existência, por causa das drogas? Quantos mais vão brincar com a própria vida, e deixar de empenhar papéis importantes na vida das pessoas? Não sei, realmente não sei. Às vezes é mais fácil fingir que tal artista não utiliza droga pra não precisar pensar em sua morte. Mas como diz o ditado, basta está vivo pra morrer. Mas ninguem precisa adiantar o processo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Valeu \o/

Olá leitores, apreciadores do sabor da vida: A MÚSICA.

Nós do Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si., estamos muito felizes hoje. Ganhamos um selinho no blog Dias Melhores. Isso mostra o quanto a comunicação entre os blogs é necessária e real...

O selo é esse aqui olha:

Comentário de agradecimento no blog Dias Melhores:

Olá Nathy!
Ficamos muito felizes por essa indicação. Acreditamos que nós jovens, não podemos silenciar as nossas inquietações momentâneas, seja na música, na política, no nosso cotidiano... Enfim, expressar é uma arte.
Obrigada.
Iremos linkar o seu blog nos "Https alheios", e o selinho também.
E não esquece: "Ler aprimora os ouvidos".
Bem vinda

Sweeney Todd


O blog é sobre música... então, vou usar o espaço pra falar sobre um musical: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Assisti nesse final de semana o novo filme do Tim Burton, estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter e A-D-O-R-E-I. O longa é uma adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, de Stephen Sondheim, estreado em 1979. Antes de qualquer coisa devo confessar que sou suspeita pra escrever sobre Sweeney Todd porque adoro as produções do Tim Burton (quem nunca assistiu Edward, mãos de tesoura e A lenda do cavaleiro sem cabeça? E as animações O estranho mundo de Jack e A noiva-cadáver? Burton também já se aventurou na música dirigindo o clipe Bones, da banda The Killers.), gosto muito do trabalho do Johnny Depp e os dois ficam muito melhor juntos (Edward..., A lenda..., A noiva.., este é o sexto filme em que trabalham juntos).

No filme, Johnny Depp começa como Benjamin Barker, barbeiro que foi condenado à prisão injustamente. O responsável por sua prisão é o juiz Turpin, que pretende afastá-lo de sua esposa pra ficar com ela. Solto após 15 anos de cárcere, sem saber o que aconteceu a sua mulher e a sua filha, Barker retorna com nova identidade, Sweeney Todd, em busca de vingança. A história se passa na Londres do século 19, e é justamente deste cenário que começo falando: é sombrio, tudo em tom de cinza, gótico, ratos pelos cantos, tudo ali reflete a alma da personagem de Depp. A atmosfera imprime ao filme o já conhecido estilo Burton e isso, ao menos pra mim e para os muitos fãs do diretor, não é ruim. Ao voltar ao local onde morava Todd encontra a Srta. Lovett (Helena Bonham Carter) e sua falida loja de tortas. Não há clientes porque as tortas são ruins já que a carne, que deve ser usada como recheio, está muito cara. Bem, o problema da falta de carne será resolvido ao longo do filme...

Sangue. O filme tem muito sangue, mas nem por isso é assustador, pesado, nojento, repleto de cenas fortes... depois que você vê as primeiras gotas do líquido vermelho, espesso (não é sangue tipo Kill Bill, parece ser mais real) você acostuma.

Música. Como não poderia ser diferente, já que o longa é um musical, há muita música. A novidade aí fica por conta do Johnny Depp cantando canções completas pela primeira vez em atuações. Então, quem não gosta de musicais melhor não assistir: todos as personagens falam pouquíssimo e cantam muito.

Comédia. Lembram do Sacha Baron Cohen, o Borat? Pois é... ele também está no elenco. Ele representa um falso barbeiro italiano criador de uma fórmula contra calvície. O figurino da personagem já rende algumas gargalhadas. Há também algumas passagens de humor, humor negro, diga-se de passagem.

Romance. Duas histórias principais. A primeira entre um jovem marinheiro e a filha de Sweeney Todd. A segunda, paixão de mão única, nutrida pela Srta. Lovett em relação a Sweeney. Esta última rende cenas hilárias, frutos da imaginação da Srta. Lovett.

Prêmios. A produção já conquistou o Globo de Ouro de melhor musical e melhor ator. Ainda concorre em três categorias no Oscar 2008, entre elas, mais uma vez, a de melhor ator pela atuação de Johnny Depp.

Enfim, fica aí a dica. Pra quem gosta de música, pra quem gosta de cinema, Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma boa escolha. Estou pensando seriamente em assistir ao filme mais uma vez. E claro, os comentários são bem vindos.

Confira o trailler:



Por Laís Santos