O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Homenagem "In the Name of Love"


Por Midiã Noelle

Ajudar ao próximo, principalmente se forem os africanos com AIDS, é uma das causas humanitárias preferidas da banda U2, principalmente do Vocalista Bono Vox. Graças a essa luta em prol de ajudá-los, músicos do continente resolveram gravar um disco em homenagem à banda. Né legal?
O disco será uma coletânea que leva o nome de "In the name of love", (Em nome do Amor), uma das músicas mais conhecidas do grupo. Parece que a coletânea será lançada no dia 01 de abril de 2008 pela "Shout! Factory". Uma parte da renda arrecadada será revertida para a Instituição Global Fund, que trabalha em 136 países para combater a AIDS, tuberculose e a malária.
Agora pulando o gênero informativo, e pulando para o opinativo, digam aí, U2 num é T-U-D-O. Uma banda irlandesa, que já têm mais de trinta, eu disse TRINTA anos de existência e sucesso, na minha opinião pode ser comparada até com os Stones em questão de grupo de rock que vale a pena com "estrada", mas também sendo equiparado ao David Bowie, graças ao estilos, ou melhor, estilos da banda que mudam de forma camaleônica ao longo dos novos cd's.
Quem não se derrete em um pensamento nostalgico, ou amoroso ao ouvir with or without you? Quem não ama o estilo politicamente correto da banda? Quem conhece, gosta, admira.
Poucas pessoas sabem, mais o U2 já teve outros nomes, como: os "Feedback" , e depois mudaram para "The Hype". Depois, Adam, baixista da banda, sugeriu o nome U2 para a banda, em homenagem a um avião espião, o Lockhees U-2, utilizado pelos Estados Unidos na Guerra Fria, derrubado pela União Soviética poucos dias antes do nascimento de Bono. Ainda bem né, pois se linkarmos o nome da banda com a filosofia que eles passam, se torna uma coisa só. Vejamos então: U2, You=você, two que significa o número dois, mais que soa a palavra too, que significa també.m. Ou seja, VOCÊ TAMBÉM. Nós os fãs também participamos da construção da banda. Bem, é meio que filosofia de fã sabe, rsrsrs...
Mais uma curiosidade do U2 que eu não sei se todos que curtem sabem, é a do clipe One. Tem duas versões, se não me engano são três na verdade, é a do restaurante, a de vestidos de travesti, e a dos búfalos.
A dos travestis foi a primeira versão, só que se não me engano eles apoiavam uma causa gay, ou era um grupo contra a AIDS, e depois acharam que poderia dar problema, então fizeram a versão dos búfalos, que por sinal foi capa de algum cd deles aí, mas como o clipe era muito "cabeção", viajava demais, talvez não tivesse aceitação do público - ou não teve, não me lembro bem-, enfim, a última versão foi a do restaurante, uma coisa mais vendável e aceitável paar o público. E aaannoos depois né que eles regravam um clipe da música pela quarta vez, só que dessa vez com a participação da super Mary J. Blige.


Pensei em colocar um histórico deles aqui, mas é tanta história, tantos shows - menos no Brasil que só vieram três vezes em trinta anos-, tantos discos e clipes, que chega fico "abafada" com tanta informação.

Confiram as versões do clipe One:




Búfalos:


Travestis:


Restaurante - última versão oficial:


Versão com Mary J.Blige:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Um ritmo a dois.


Forró é a denominação de vários gêneros musicais surgidos no Nordeste do Brasil. Entre vários ritmos diferentes que são comumente identificados como Forró destacam-se o baião, o coco, o rojão, a quadrilha, o xaxado e o xote (by wikipedia).

Devidamente apresentada sua definição, eu pergunto: Alguém aqui não curti forró? Se mate, quem responder NÃO! (risos).

Pra quem curti dançar, sobretudo a dois, não há nada melhor que um bom forró. Bem, demorei até demais pra falar desse “estilo de vida” que, como bom nordestino, gosto bastante. Existe coisa melhor que um bom arrasta-pé, rostinho colado, e um ritmo super descontraído? Certamente que não.

Personificado a imagem do mestre Luiz Gonzaga, esse ritmo genuinamente brasileiro, surgido a partir das diversas misturas estabelecidas no país, é hoje escutado e dançado em todo o pais – não mais apenas no nordeste. Sobretudo no seu formato eletrônico – com a utilização de instrumentos eletrônicos – o forró caiu na estrada e ganhou o sul do país. Mas ninguém esquece – nem pode – do bom e velho forró pé-de-serra tocado por Gonzaga.

A diferença entre essas duas vertentes é basicamente no desenvolvimento sonoro. Enquanto o forró Nordestino, essencialmente, é tocado por um triangulo, uma zabumba e um acordeom, o forró Eletrônico recebe o reforço sonoro de instrumentos como o contrabaixo, teclado e guitarra elétrica.

A mistura desses dois tipos de forró gerou uma outra vertente, que virou moda: o forró Universitário. Ao contrario, das maneiras mais “pessoais” de se curtir um bom forró, esse estilo é dançado de forma mais coreografada. Existe um passo base que evolui de acordo com o grau de conhecimento de cada casal.

Além do já citado Luiz Gonzaga, outros artistas como Alceu Valença, Dominguinhos, Elba Ramalho, entre outros, foram os representantes que popularizaram o ritmo. Na atualidade, são diversas as bandas que executam o genero, tanto na vertente do Universitário, como o Falamansa e o Estakazero, assim como na vertente eletronica (essa tem realmente um monte de bandas), por exemplo, Maginificos, Avioes do Forró, Saia Rodada etc (coloquei as que lembrei de imediato).
Vale ressaltar que as bandas apresentadas acima são aquelas de expressao nacional. Em cada estado, cada cidade – aí sim podemos focaar mais o Nordeste – o numero de bandas multiplica.

Enfim, seja lá que estilo de forró for, é bom demais. E dentre as tantas bandas – boas, é bom lembrar – aproveito pra apresentar uma banda que é muito boa, e irreverente, a começar pelo nome (o que é uma característica das bandas de forró): Zé de Tonha. Essa banda é muito boa e espero que todos curtam.



Zé de Tonha - Estrelas




OBS: Galera, maiores informações sobre a banda no http://www.zedetonha.com/ ou pelo email: contato@zedetonha.com
Bom Arrastapé galera!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sem horas e sem dores, respeitável público pagão... Sintaxe à vontade...

Postado por Midiã Noelle
foto: Lorena Lima

Reconheceram esse título? Pois é... Quem é blogueiro e gosta de Internet, sabe de quem estou falando. São eles, a Banda O Teatro Mágico.
Uma mistura de Sarau, com diversos estilos de músicas e um figurino nada convencional de clowns. O Teatro Mágico, banda surgida no “Mundo Mágico de Ozzz...Osasco”, como diz o Fernando Anitteli, líder do grupo, conseguiu conquistar inúmeros fãs, em menos de cinco anos, apenas com a ajuda de um veículo comunicacional: A Internet.
Atualmente a maior comunidade deles no Orkut, possui mais de 70 mil pessoas. Imaginem aí? Daqui a dois dias vai passar a comunidade da Ivete Sangalo (olha ela de novo) que tem se não me engano, quase 200 mil pessoas, rsrs.
Eu, particularmente, não irei mentir, sou fã de carteirinha. Os dois únicos shows que eles fizeram em Salvador, eu fui, e nos em ambos eu tive a oportunidade de falar com eles, até entrar no camarim. Mas, o quero frisar é a inserção da Indústria Cultural no contexto Mágico Teatral da Trupe.

A Indústria
O discurso “Contra Burguês, baixe mp3”, é um jargão muito utilizado por Anitelli, só que ao mesmo tempo em que ele é a favor dos downloads, e contra a “burguesia”, esse “idealismo”, se torna contraditório. Pois, quem é a burguesia?
Paremos e analisemos, quem possui computador em casa? Ultimamente o acesso a Internet está bem mais fácil, é óbvio, mas não querendo ser excludente e com visão preconceituosa, qual o nível de ouvintes da banda o Teatro Mágico? Não são os filhos da burguesia?
Sim, somos nós os filhos da classe média. Lembrando que esse “burguês” a qual ele se refere são as indústrias musicais que “comem” o dinheiro do artista sem dó, nem piedade.
Se formos pensar no contexto de Indústria Cultural, é simples. Seria definido como a Mercantilização da Cultura. O Teatro Mágico é a favor de baixar arquivos na Internet, o vilão das grandes gravadoras. Ponto para o TM! Mas esse processo de massificação de super câmbio da música, não acaba por perder a Aura* da música? É irônico, pois a pirataria é a resposta, ou melhor, um tapa de luva na “cara” da Indústria Cultural, que na verdade foi quem criou a pirataria acidentalmente.

[...] O processo que leva à superação da cultura burguesa tradicional da obra de arte única etc., se carrega inegáveis potencialidades no sentido da democratização da cultura, é essencialmente um processo de constituição de uma cultura e de uma forma de produção cultural especificamente capitalistas, representando, antes de tudo, a vitória mais retumbante do sistema: a extensão da lógica do capital ao campo da cultura e ao conjunto dos modos de vida.(Bolaño, 2000, p.117)

Os ouvintes
No ponto de vista, soteropolitana, moradora da capital Baiana. É impossível não receber um choque cultural e social, ao ir num show deles, é uma borbulha de informações, de pessoas, de jovens que em sua maioria se dizem de mente muito aberta, evoluída, entretanto, ao saírem do show, voltam a ser aqueles mesmo playboys e patricinhas, que não gostam de poesia, não sabem o que é o estilo cordel (pensam apenas que é uma banda), vivem de interpretar personagens para tentarem se inserir num contexto pseudo-intectual de ser, e enganam a eles próprios.

*Aura – Era a forma como Walter Benjamim, frankfurtiano, estudioso da Sociedade, se referia a perda da autenticidade, com a perda do testemunho histórico de uma arte.

Esse assunto dá muito pano pra manga. Estou produzindo um artigo referente a isso. Quando estiver pronto, e eu abordar todas as vertentes possíveis, sem cair no clichê, na visão do senso comum, e quebrar paradigmas meus, e os estipulados pelo assunto. Depois postarei aqui, para vocês analisarem, e opinarem.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Selos sempre são bem vindos

O Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si, ganhou mais dois selos. \o/








Ficamos muito felizes por em uma semana já termos ganhado TRÊS selos, sendo que agora foram dois no blog A PISTOLEIRA E A MEDIUM.Valeu Denise Machado. Receber o reconhecimento de VOCÊS, nossos leitores, é de imensa satisfação.
Aproveitando o post de agardecimento, nós do Dó.Ré.Mi.Fá.Sol.Lá.Si., gostariamos de saber a opinião de vocês sobre o blog. O que precisa melhorar? O que tá legal? Precisa adicionar algo?
Se tiverem sugestão de pautas para serem aboradadas aqui, ou enquetes, nós ficariamos muito felizes em debater o assunto proposto, e é claro, tudo que for indicado por vocês, nós faremos a menção de quem foi a idéia.


Nós, Vida Com Trilha Sonora (notas musicais Lá e Mi, Laís e Midiã Noelle), e SouMusic (Tiago), agradecemos o apoio de vocês em apenas 19 dias de existência do blog.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O lado negro da fama.

Fama, dinheiro, sucesso, às vezes sobem à cabeça. Assim acontece no mundo das estrelas, no mundo das artes, no mundo da música. Infelizmente não são poucos os casos de artistas (e aqui me aterei aos casos da musica) que infelizmente não conseguem administrar saudavelmente toda fama que tem, ou a falta dela. E quando isso acontece, a maioria desses músicos recorrem às drogas como subterfúgios para aplacar as ilusões. É impressionante como nessa hora o dinheiro não faz diferença.

Volta e meia penso neste tema – visto que muito dos artistas que gosto, infelizmente, estão entre os que recorrem a este expediente – e, por mais que pense, não consigo encontrar resposta para sanar uma simples dúvida: o que leva uma pessoa com sucesso a arriscar tudo por pequenos e rápidos minutos de prazer e abstração da realidade?

Comecei a escrever esse texto após rever – no computador ao lado do meu – uma imagem de Whitney Houston, algum tempo atrás. É deprimente ver uma artista como ela chegar onde chegou por causa das drogas. Lembro-me da primeira vez que vi as fotos divulgadas na mídia mundo a fora. Fiquei perplexo, em nada lembrava aquela bela mulher, com uma voz singular que, além de tudo, atuava de forma brilhante em O Guarda-Costas.

Como Whitney, muitos são os casos. Em termos de Brasil, vou citar dois casos conhecidos e que, para mim, foram muito significativos. A perda de Elis Regina e de Cássia Eller, quase exatos vinte anos depois – ambas mortas em virtude da overdose de drogas. Chego a sentir raiva ao pensar que duas artistas como elas (e olhe que só nasci 3 anos após a morte de Elis) tenham interrompido uma carreira brilhante por conta disso.

Talvez por ser extremamente “careta” eu nunca consiga chegar nem perto de uma explicação que possa fazer sentido. Dificuldades, todos nós passamos. Mas, ao contrario de muitos, elas tinham “tudo”. Não desconsiderado o fato de que, embora estrelas, elas eram de carne e osso como qualquer um de nós. Porém, talvez por ser tão ligado à musica e perceber o significado, a importância, dessas e de outros cantores, não consigo deixar de condenar e me sentir revoltado.

Gostaria de saber mais quantos artistas talentosos deixarei de conhecer a fundo, ou nem saberei da existência, por causa das drogas? Quantos mais vão brincar com a própria vida, e deixar de empenhar papéis importantes na vida das pessoas? Não sei, realmente não sei. Às vezes é mais fácil fingir que tal artista não utiliza droga pra não precisar pensar em sua morte. Mas como diz o ditado, basta está vivo pra morrer. Mas ninguem precisa adiantar o processo.