O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Música ecumênica.


Olá galera, olha eu aqui dando sinal de vida...

No último fim de semana fui convidado por uma prima a fazer um programa que, definitivamente, não estou habituado. O convite consistia em participar de um forró que ocorroria na igreja protestante a qual ela fazia parte. Confesso que, mesmo sendo viciado em forró e tendo aceito o convite quase que no automático, fiquei um tanto quanto ancioso para saber como seria um "forró de crente". Mas o forró acabou nem rolando...

No entanto, antes de saber que não haveria o forró, acompanhei, junto com minha anfitriã, o culto da noite - dedicado ao público jovem. Embora espírita, consegui extrair daquela forma diferenciada uma mensagem muito legal. Foi proveitoso estar ali. Mas, não é sobre religião que trata este blog e sim sobre música. E foi isso que me levou a este culto e, do momento em que cheguei até a hora que saí, que me manteve, de certa forma, sintonizado ao ambiente "estranho".

A música de crente, ao meu ver, de forma geral, é uma música "normal" com uma letra que busca propagar a mensagem da religião. Nas duas, três horas que estive no local escutei rock, rap e pop com letras que axaltavam o nome de Cristo. Ruim? Não. Apenas diferente para mim. Mas não o suficiente para me fazer não percebê-la.

Já dentro do carro, deixando a igreja com a frustração de não ter dançado o forrózinho, e com o desejo de prolongar nosso sabádo a noite, a música que eu ouvi minutos antes sucitou em mim um pensamento - nenhuma religião deixa de utilizar essa arte. Lembrei da igreja católica com suas canções de luvor aos santos, as missas cantadas, das músicas suaves tocadas nos centros espíritas, dos sons fortes e retumbantes dos tambores e atabaques do candomblé, das músicas instrumentais que retratam os sons da natureza, tão comuns a tantas filosofias de base oriental.

Percebi naquele momento que, apesar de frequentar a maioria dessas religiões em raras ocasiões, apenas atendendo a convites, as músicas sempre me atraem. De certa maneira, elas diminuem o estranhamento causado pelo novo - quando é o caso. Enfim, é a música... sempre ela.

Tentando meio que traduzir, de certa forma, o intuito e a música de todas as religiões, deixo abaixo uma música de Carlinhos Brown, interpretada por Maria Bethânea e Ivete Sangalo. Espero que gostem. Até a próxima e não deixem de comentar os textos. Valeu.

Ivete Sangalo & Maria Bethania - Muito Obrigado Axé

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Elas Cantaram Roberto Carlos

No ultimo domingo (31/05/09) a Rede Globo levou ao ar o show “Elas Cantam Roberto Carlos” que fez parte dos eventos em homenagem aos 50 anos de carreira do “rei”. No evento, as principais vozes femininas do país interpretaram as principais canções de Roberto Carlos. Ivete Sangalo, Nana Caymmi, Cláudia Leite, Fernanda Abreu, Marina Lima, Wanderléia, dentre outras, fizeram emocionadas interpretações, como quem realmente reverenciavam à Magestade.

Como já era de se esperar, o show foi simplesmente brilhante. Cada cantora, em seus diferentes estilos, deram o melhor de si para passar a emoção existente nas românticas canções do precursor da Jovem Guarda. Ivete Sangalo com sua voz firme e singela abriu o espetáculo com “Olha” e o encerrou com “Os Seus Botões”. Ana Carolina trovejou a “Força Estranha” composta por Caetano Veloso e incorporada por Roberto. A melosa e delicada voz de Sandy Leah entoou “Como É Grande o Meu Amor Por Você”. E Marília Pêra voou numa dramatização absolutamente teatral em “120... 150... 200 Km Por Hora”. Diferentes e femininas vozes cantando o amor do rei.

Dentre tantas vozes, uma me surpreendeu. Ao cantar "Você não sabe" Hebe Camargo fez aquela que, a meu ver, foi uma das melhores performances da noite. Já havia escutado sobre o gosto da apresentadora pela arte de cantar, mas não sabia que tinha sido essa sua primeira profissão, e muito menos o quão tocante era sua interpretação. Tão acostumado as suas gracinhas entre os celebres convidados de seu programa, desconhecia o seu lado cantora. Definitivamente, uma tocante surpresa. Um show de interpretação. Um show de emoção.

Não posso deixar de falar daquela que para mim foi a maior emoção do show – Alcione cantando Sua Estupidez. Visivelmente, foi a melhor interpretação da noite. Mais uma vez Marrom mostrou o que é cantar com emoção, mais do que isso, mostrou o que é passar emoção. Os gemidos musicais da negra maranhense, dignos das divas do soul americano, deram um toque todo especial a letra sentimental da canção.

Creio ter sido essa uma homenagem que o rei do rock, da música romântica, da MPB, jamais esquecerá. Apesar do reconhecimento e das milhares de oportunidades vividas por Roberto Carlos nesses 50 anos de carreira, penso ter sido essa uma emoção singular. Uma emoção que certamente esse quase septuagenário que há cinqüenta anos faz música terá como ponto alto e reconhecimento maior de seu trabalho.



Você não sabe – Hebe Camargo


Sua Estupidez - Alcione

segunda-feira, 18 de maio de 2009

De Blog pra Blog

Olá possivéis leitores deste blog, hoje não vim falar de nenhuma banda, nenhuma música, nenhum artista. Vim apenas fazer um convite, que, obviamente, trata-se de música.

Na última quinta-feira, o Blog Leorama (o qual eu já comentei em outro post aqui) publicou mais uma edição do Ramacast - podcast do blog. A 8ª edição do Ramacast teve como tema Trilha Sonora de Filmes, e este blogueiro que vos escreve, que tem um blog sobre música e é leitor do Leorama foi convidado a participar da discussão.

No podcast, Leo (dono do blog), o Raminha (irmão do Leo), Yuji, Duda, demais integrantes do blog, e eu, falamos de trilhas muito boas - sempre com muita discontração. Uma experiência muito massa. Enfim, espero que todos que por ventura leiam este texto confiram o podcast.

Abaixo deixo uma música que faz parte de uma das trilhas comentadas.
Valeu!


Gilberto Gil - Esperando na Janela




Leorama - http://www.leorama.org/
Ramacast 8 -

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vitrine Orkut

Em mais um dia tedioso, de muita chuva e nada pra fazer, em frente ao computador, atualizando sucessivas vezes a pagina do Orkut na esperança de algo novo, eis que acontece. Em meio a tantas atualizações de fotos, depoimentos, aniversários e outros, um vídeo me chama a atenção. Na imagem, um rasta loiro com um violão em mãos – foi o bastante para chamar minha atenção. Fui olhar o vídeo.

Silas Giron, esse era o nome do violeiro. Num autentico vídeo caseiro, disposto no youtube, e replicado na seção de vídeos do Orkut, fui apresentado ao trabalho desse artista, que produz um som que eu ousaria chamar de MPB Roots. Com visível influência de uma genuína MPB, o cantor não deixa de mostrar em seu trabalho uma infinidade de elementos de sua terra. É um mix de sons dos quais o samba, especificamente, o de roda tem forte representação.

Nas composições, letras simples, mas com arranjos que fazem toda diferença. Sílaba Muda a canção do vídeo é de uma leveza e lirismo que a muito não vejo em novos artistas. Talvez não tenha eu tido oportunidade de me esbarrar em outros artistas como ele. Quantos Silas haverão por ai com trabalhos belíssimos para nos presentear?

Aparentemente, a carreira musical de Silas é recente, no entanto a qualidade do trabalho já pôde ser comprovada no Unifest, festival universitário de música em que participam músicos de todo o estado. Com a composição Samba TQT – um belo samba de roda – que fala da principal festa baiana, o carnaval, Silas ganhou o primeiro lugar com a canção.

Enfim, é um trabalho que vale a pena conferir. No MySpace do artista é possível conhecer algumas composições dele. Não deixem de conferir! Bendito seja o Orkut. (risos).

Abaixo vídeo que me apresentou o artista.

Sílaba muda - Silas Giron


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Semana Santa

É galera, apesar de não ser religioso, achei importante postar algo nesse dia tão importante para cristãos do mundo todo.

Segundo dizem os antigos, hoje é um dia em que deveriamos reverenciar o silêncio, em sinal de respeito ao calvário vivido por Cristo. Ou seja, este post deveria ser uma exaltação ao oposto da música, mas, por uma questão de (não) tradição, não será o caso.

Apesar de pessoas como eu não mais seguirem e reconhecerrem nesta data a importância que ela tem, eu desejo que o dia de hoje seja um dia, se não de reflexão, pelo menos de paz interior.

Voltando ao não-silêncio, deixo aqui como uma homenagem uma música que muitos diram clichê, mas que particularmente vejo uma representação ideal para a data. A música de Chico Buarque e Gilberto Gil que nada mais é do que uma bela alegoria pra um contexto politíco que minha geração não viveu. Para vocês... Cálice!

Boa Páscoa a todos!

Cálice
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil
Intérpretes: Chico Buarque e Milton Nascimento