O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

E Jingle é música?

Por que não seria? Só porque tem a função de vender um produto?
Jingle é uma mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. Música feita exclusivamente para um produto ou empresa. (Winkipédia).

Pois bem, jingle é musica sim. Bem verdade que às vezes um tanto comerciais de mais, chatas, outras vezes, e mesmo sem nenhum atrativo – nem mesmo para o fim que se propõe.

Na última terça-feira, tive uma aula de RTVC (disciplina do curso de Publicidade – radio, tv e cinema) diferente. Tive a oportunidade de realizar um sonho – um sonho besta, mas um sonho (impressionante como coisas simples podem nos deixar feliz) – conhecer uma Produtora de áudio.

A produtora “escolhida” pelo “tio” Daniel (risos) foi a Attitude Audio Criação– aqui de Salvador. Fomos recepcionados pelo produtor, e sócio da empresa, Napoleão Cunha – musico (baterista), produtor/ empresário e estudante de cinema. A idéia era conhecer o dia-a-dia de um produtor de áudio, como são produzidos muitas das peças publicitárias que ouvimos nos rádios e nas tvs e os aspectos que interligavam a música e a publicidade.

Após comentar como o musico se envolveu com a publicidade, se tornando um elo da cadeia publicitária na Bahia, Napoleão passou a falar da produção dos jingles – que era o importante para os futuros publicitários ali presentes. Em síntese, ele nos mostrou quais eram as principais dificuldades em si produzir um jingle, ou spot (que não vou falar muito porque não está tão ligado ao tema do blog), principalmente, e mais comuns, os relativos à criação dos publicitários – que quase nunca são músicos ou têm noção do assunto, apenas escrevem o texto.

Enquanto musico, Napoleão comentou a dificuldade que existe na transformação de uma idéia, que deve vender um produto, em música, por isso, poucos são os jingles que vemos com qualidade. Foram levantadas também as dificuldades relativas à criação (que interessa mais aos profissionais da área) e tocado num assunto extremamente importante no que diz respeito à música: o plágio.

Como todos sabem, toda obra artística é protegida por direitos autorais e, portanto, precisa-se da autorização do autor para ser veiculada, alem de pagar por essa concessão. O que acontece, no entanto, é que por, nem sempre, terem verbas para pagar os direitos de alguma música, as agencias optam por encomendar uma música (me refiro à melodia) própria para a peça. Aí que mora o perigo. Com um pouco de conhecimento em música, e tomando como referência para criar uma música que ele (o criativo da agencia) já conhece, muitas vezes pode ocorre uma situação de plágio – ainda que involuntária – o que pode trazer no fim das contas mais prejuízos do que benefícios.

Enfim, para concluir quero comentar aqui uma curiosidade que Napoleão nos contou e que retrata o que é fazer um jingle de qualidade. Um dos grandes sucessos na voz de Maria Bethânia, Cheiro de Amor – que foi tema da novela global Pé Na Jaca –, foi criada como um jingle. Foi uma surpresa, para mim, saber que uma música que eu acostumei a ouvir como tema romântico executado por uma grande cantora, foi criado por Duda Mendonça como campanha de Dia dos Namorados para um motel de Salvador (ninguém ta louco, eu não me enganei, é isso mesmo!).

Agora quero ver quem vai poder dizer que um jingle não é música. E para aqueles que não conhecem, segue abaixo a letra e a música.


Cheiro de Amor
Maria Bethânia
Composição: Duda/ Jota/ Paulo Sérgio Valle/ Ribeiro

De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te ao encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor





9 comentários:

Daniel Leite disse...

Concordo!

Jingle é música, sim. Isso porque depende de criatividade suficiente para formular uma letra e adequá-la a uma melodia. Além disso, o nível de perspicácia precisa ser ainda maior, pois o jingle sempre está chamando atenção para alguma coisa.

Até mais!

O Brasil na Libertadores

http://pordentrodomundodabola.blogspot.com

Rafael Puime disse...

Pra mim, a profissão dos meus sonhos seria ser compositor de Jingles! Uniria as minhas palhaçadas com minha paixão por música! Jingle é música sim!
E ai de quem falar o contrário! UAHuhAU
Grande Abraço!

Vida com trilha sonora. disse...

Tô de volta amigo!
Fazer um Jingle é nada fácil e requer muita criatividade.

Bom post!

Daniel disse...

Pois é... Maria Bethânia, quem diria, com toda aquela beleza também vende sensualidade... Que bom que você gostou da aula e aproveitou a oportunidade! Nem todo aluno sabe aproveitar a mensalidade que tem e nem todo professor é reconhecido pelas oportunidades que oferece. Você vai longe, garoto!

Fernando Maltez disse...

Em primeiro lugar, muito interessante o post. Em segundo, concordo plenamente com a afirmação. Além do desavio da meloldia perfeita e da mensagem a ser passada, o tempo é o maior desafio dessa arte. Conseguir envolver o público em pouco tempo é muita responsabilidade. Por isso, meus parabéns a todos os profissionais que fazem dessa arte nossos sonhos. Abração...
Fernando Maltez - 5º Semestre Comunicação Social - IBES

Danilo Moreira disse...

Confesso que sou um pouco por fora dessa area musical, tanto que havia confundido jingle com single...rs

Mas concordo com vc, jingle tb é musica, o que muda é so a finalidade para que ela foi criada, mas sem preconceitos...rs

Essa música da Maria Bethania é linda. Gosto da voz dela. Minha música preferida é aquela acho q de nome "Sonhos".

Qto ao meu poema... ele já tem quase oito anos (o tempo passa...rs), mas na época eu era MUITO fechado e tinha vergonha até de mesmo assumir que escrevia.

Mas sei lá, agradeço a Deus todos os dias por não ter jogado fora os meus textos mais antigos, porque hoje eles me dão muito orgulho e são objetos de um tempo que eu sinto saudades.

É sempre complicado expor coisas dessa época, mas eu te dou um conselho, não sei se vc os tem ainda guardados, mas se ainda tiver seus textos antigos, conserve-os, porque mesmo que nada dali vc considere aproveitavel, vc pode utiliza-lo como base para a criação de um outro texto, ou então, num momento em que te der algum branco, eles podem te salvar.

Vergonha a gente sempre tem, tb pensei várias vezes se não pagaria mico publicando esse poema, mas hj eu me sinto ainda mais orgulhoso por ter escrito ele.

Abçs!!! Pode deixar q irei sim acompanhar o seu blog.

Ja que a gente tá nessa onda, queria muito pedir que voce comentasse um texto especial no marcador "Delírios", procure o nº1.

Abçs!!!

Ireno disse...

Salve!
Também sou aluno do "Tio Daniel",
1º semestre IBES, me chamo Ireno Figuer e sou cantor e compositor.
Ele me mandou esse link e eu quis comentar.
Adorei, parabéns!!!
A música e o jingle se misturam, a duração faz a grande diferença entre os dois, na minha opnião a excelência está no refrão, não é fácil, conduzir a informação melodicamente é para poucos!
Já gravei muitos jingles (campanhas políticas) e adquirir muita experiência nessa área.
Se quiserem conhecer meu trabalho, o som da minha banda (Paralelo4) vejam aqui no my space: www.myspace.com/paralelo4
quem sabe trocaremos idéias um dia.
"Alapalá"

Fabrício Persan disse...

Como fã de Bethânia, minha Voz maior, não garanto a vcs meu caros q ela gravou com intuito comercial do motel, esse jingle aí comentado.
Como boa observadora e compiladora musical do cancioneiro popular, rural ou urbanístico, Beta deve ter escutado tal letra e decidido gravar... bom, são suposições... irei pesquisar melhor isso! hehe...

no mais, axo q vou propor uma aula dessa aos meus professores !! hehe.
abçO

Alcione Torres disse...

É música sim! E às vezes fica mais presente em nossas cabeças que certas outras músicas!
Sarapatel de Coruja

Ensino de Química