O que acontece quando um estudante de Comunicação, fanático por música, resolve falar sobre o tema? A resposta está aqui... um blog ao estilo Jukebox de ser, que tenta fazer um mix de todos os questionamentos e dicas sobre uma arte essencial para viver, a música.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Esperando 2009!!!!

Olá galera, depois de mais de 2 meses sem postar nada, venho desejar a todos um FELIZ NATAL e que o ANO NOVO venha repletos de coisas boas pra todos nós.

Pretendo em 2009 reformular o JukeBox e mantê-lo sempre atualizado. Que o proximo ano possamos compartilhar muitas músicas boas, que artistas novos possam surgir e os bons que já estam aí possam permanecer....
Enfim... desejo a todos muita paz e muita música.

Abaixo deixo uma música de fim de ano mundialmente conhecida que, por mais senso comum que esteja, ao meu ver, refleti como nenhuma outra música o "espírito" de natal.
John Lennon - So this is Christmas




FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2009!!!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Essa é A BANDA!!!!

Olá rapaziada, quero dedicar o post de hoje para apresentar – a quem não conhece – uma das melhores bandas de rock da Bahia. Formada pelo vocalista Pedro Pondé, o baixista Junior Martins, o tecladista Israel Jabar, o guitarrista Taciano Vasconcelos, e o baterista Daniel Ragoni, a banda O Círculo tem a cada dia reqafirmado a qualidade do trabalho atraindo cada vez mais publico na capital do axé.

O Círculo faz um rock alternativo, influenciado por diversos estilos musicais, dentre eles o reggae e a mpb. A banda traz em suas letras situações do cotidiano, criticas sociais e baladas românticas, tu no melhor estilo rock’n’roll.

Conheci a banda há, mais ou menos, um ano e simplesmente viciei. Letras de uma qualidade singular, arranjadas e harmonizadas de forma fantástica. Como se não bastasse, a interpretação do líder da banda, Pedro Ponde, é um show a parte. É absolutamente fantástico ver o show dos caras. Uma energia única.

A mais ou menos 1 mês, escuto quase que diariamente o Cd de lançamento – Depois de Ver (Indicação do mês do Juke). O cd possui 14 faixas que seduz mesmo aqueles que não são tão fãs do rock’n’roll, como eu. As reflexões gerada pela faixa A Janela, o romantismo de Meu Bem (escutem a música abaixo), a releitura de Muito Romântico,música de Caetano Veloso, e a realidade social de Cano na Cabeça são algumas das canções apresentadas por eles e que deixam claro a percepção musical da banda.

Sem mais delongas, apresento abaixo duas faixas que curto muito e deixo o conselho de que busquem o cd – é MUITO BOM!!!!




Espero que curtam!!!!


Depois de Ver - O Círculo (faixa que dá nome ao cd)



Meu Bem- O Círculo





Contatos da Banda:

Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=14081531
MySpace - http://www.myspace.com/ocirculo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Polêmica à vista!!!

Pois é galerinha, não sei se já tomaram conhecimento mas, a moderação da Comunidade Discografia, no Orkut, está desenvolvendo um "mutirão" para evitar a exclusão da comunidade. A comunidade, que disponibiliza links contendo arquivos de álbuns completos de música, formulou um abaixo-assinado digital para tentar evitar que a comunidade seja tirada do ar.

O processo solicitando a retirada da Comunidade Discografia foi aberto pela APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música) e está sendo analisado pelo Google. No entanto, segundo o site, a comunidade só poderá ser retirada se ficar comprovada a inexistência de debates e trocas de informações entre seus participantes, que seria o objetivo principal de toda e qualquer comunidade do Orkut. Por isso, além de mobilizar os participantes da comunidade e usuários em geral, os moderadores começaram a divulgar e aconselhar os membros da comunidade a incluir nos tópicos, além dos links com os arquivos, comentários e debates sobre o álbum, o artista ou um tema afim.

Como não poderia deixar de ser, os membros da Discografia já atenderam aos apelos da moderação e começaram a mobilização em prol da comunidade. Vejo a comunidade como uma DISCOGRAFIA efetivamente. Seria uma pena perder todo conteúdo informacional existente nela. Agora só nos resta esperar pelo resultado. Mobilizem-se, participem, criem tópicos, colaborem.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Tecnologias

Olá galerinha, nesta última semana, a pessoa que agora vos escreve conheceu um Blog super bala: o LEORAMA. O blog tem, basicamente, como temas condutores, a música, a publicidade e a tv. Bem, embora seu foco principal não seja a música, decidi “queixar” (como se diz aqui em Salvador) aos caras uma parceria entre o Leorama e o Juke – que pra minha satisfação, foi aceita. A parceria será, na verdade, num dos diferenciais do blog dos caras: o RAMACAST, que é o podcast suuuuuper massa, produzido pelo Leo, Enrique e Raminha (do Leorama) e pelo Danilo (do PontoD) – e se tudo der certo, a partir do 4º Ramacast, por mim, Tiago (do JukeBoxMix).

Agora é só ouvir os 3 primeiros Ramacasts (muito massa!!!) e aguardar o próximo, com a nova participação (to ansioso galera... rs)

Enfim, após as novidades, vamos ao assunto da vez TECNOLÓGIA.

Hoje enquanto passeava pelo Leorama, fui apresentado pelo Raminha a algumas novas tecnologias do mundo da música, dentre elas uma guitarra que possui um sistema de afinação automático – que é diferente do afinador eletrônico – e um tal de Reactable que, segundo ele, é utilizado pela Björk. O equipamento é uma espécie de sintetizador sonoro, com uma aparência super Hi-Tec, que eu não entendi muito bem como funciona. (Confira Aqui)

Estas novas tecnologias me fizeram me questionar sobre como será o futuro da música em meio a todos esses aparatos e lançamentos tecnológicos. O mais louco da tecnologia, não só ligada à música, mais de forma geral, é a velocidade com que ela muda. Se pararmos pra pensar, o cd é um objeto tecnológico relativamente novo, no entanto, já está ficando obsoleto. Usamos o IPod, MP3, 4, 5 e por aí vai, a todo momento, mesmo em casa quando poderíamos parar para ouvir um cd. Mas ninguém nem mais os têm. Cd hoje em dia só é utilizado pra fazer beckup de informações e olhe lá.

Tratando deste debate, lembro-me de uma noticia que li no jornal (se não me engano, no Folha) e que vai, justamente, na contramão deste processo. Enquanto caminhamos para extinção do uso do cd enquanto mídia para música, a extinta POLYGRAM está prestes a ser reaberta aqui no Brasil para retomar a produção de Vinis, que tem seu consumo aumentado nos últimos 2 anos.

Não sei se teria estimulo para voltar a ouvir vinil. Tecnicamente não saberia dizer a diferença qualitativa. Mas, quantas serão as tecnologias que virão não apenas como um ponto de transição, ou será que isso não é possível?

Enfim, pessoalmente, no caso da música, acredito que tais tecnologias só podem ser avaliadas enquanto a sua aplicação e não quanto a sua existência. Não sei como a Björk utilizou o citado instrumento tecnológico, mas, se produziu um efeito legal, ta valendo.


Aí galera, gostaria de saber a opinião dos possíveis leitores deste blog. Valeu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Olha a mensagem....

Aí galera, gostaria de compartilhar com vocês um video da Christina Aguilera e que achei muito massa. Não só a música (letra e melodia) é bonita, como também a produção do vídeo é muito bem feita. Se bem que, em si tratando de artistas internacionais, com grande visibilidade e todo um aparato Holliwoodiano, como é o da Christina, não se podia esperar outra coisa.

Vi o Clip pela primeira vez dentro de um ônibus aqui de Salvador, que tem sistema de tv com uma programação prórpia - e é claro que tinha que ter música. Enfim, o clip passa de forma emocionante o relacionamento entre pai e filha e a interpretação da Christina Aguilera torna a música ainda mais emocionante.

O lirismo, retratado na magia do circo e nas imagens que lhe situam num tempo passado, reforçam o lado emocional da música. Fico a pensar: será que, neste caso (e em tantos outros), a música sem o auxilio das imagens emocionariam da mesma forma? Provavelmente sim - até porque a reprodução da imagem é muito mais recente que a do som - mas, é inegável que o reforço é imprescindível.
Bem, para quem não conhece o video, aí vai... Espero que gostem.

Christina Aguilera - Hurt

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Elis Regina - um poema.





Oi pessoas, após um mês sem nenhuma nova linha escrita, cá estou pra tentar correr atrás do prejuízo. Além da falta de tempo, muitos outros fatores (psicologicos - é bem verdade... rs) interferem nessa produção que, assumo hoje o compromisso público de não deixar ocorrer mais. Prometo escrever, pelo menos, uma vez por semana. Nem que seja postar uma música que eu goste.

Bem, essa atualização de hoje foi muito avaliada, visto que estarei postando um conteúdo meu - o qual não me sinto inteiramente seguro de compartilhá-lo. Mesmo este já tendo sido postado numa comunidade do Orkut.


O texto que posto logo abaixo, escrevi no início de 2006 enqanto escutava o Cd da Elis - artista que simplesmente amo - e lamentava o fato de nunca ter tido a oportunidade de vê-la (nem ao menos pela tv) já que ela havia morrido antes de eu nascer... Adoraria ter tido a oportunidade de pelo menos acompanhar (um pouco que seja) sua carreira... Mas não foi possivel. Dai... fazendo essas reflexões acabei por escrever esse texto que agora divivido com vocês.

Como falei, apesar de ter postado esse poema na Comunidade Elis Regina, no Orkut, publicá-lo neste blog toma uma outra proporção e me deixa tão inseguro quanto eu estava quando o postei no Orkut. De qualquer forma, quem tá na chuva é para se molhar. Espero que gostem.


Abraços!!!!



Elis Regina - um poema.

Um olhar triste
Um sorriso contagiante
Ao soltar a voz e cantar,
Fazia o mundo se emocionar
Por ser baixinha,
Era chamada de Pimentinha
Elis, por que quis partir
E nos deixaste aqui?
Não era sua hora...
Você não precisava ir embora
Você tinha que ficar
E nossos corações tocar
Com aquelas belissimas canções
Que quem escrevia sabia
Não seriam apenas cantadas
Mas com a alma interpretadas.
Que saudade Elis!


Tiago Cardoso.


PS: Por favor, não sejam tão mordazes nas críticas. huahuahauha

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mix JukeBox

Olá pessoal, to passando apenas pra falar sobre a pequena e, ao meu ver, maravilhosa nova ferramenta do blog - que vocês já devem ter notado. rsrs

Há algum tempo estavamos querendo colocar um som pra rolar aqui enquanto vocês apreciam os nossos textos. Pois bem, ontem finamente consegui entender a ferramenta e aí esta a RÁDIO JUKEBOX, que nada mais é que um set list com as musicas preferidas dos autores deste blog.

A seleção feita tem o estilo JukeBox de ser, onde nenhum ritmo especifico, mas sim todos os ritmos e sons são comtemplados. Refleti a diversidade musical de seus participantes e a própria proposta de falar da universalidade na música.

Emfim, espero que gostem do nosso gosto musical e, sobretudo, de nossos textos. Aproveito para pedir àqueles que por ventura voltarem a nos visitar que não deixe de postar um comentário...


Abraços a todos os possiveis leitores deste blog.

Equipe JukeBox.

sábado, 23 de agosto de 2008

Ao mestre baiano!!!

Faleceu no dia 16 de agosto de 2008, meu conterrâneo, o poeta Dorival Caymmi. Em virtude da correria da vida cotidiana, não pude prestar esta homenagem antes, por isso aqui estou, com o respeito e a devoção de um ente que celebra a missa no sétimo dia da morte. Não posso me considerar um Fã (com letra maiúscula), mas alguém que teve a oportunidade de ouvir e cantar algumas de suas obras mais famosas e que, como bom baiano, não poderia deixar de prestar essa lembraça.

Dorival Caymmi nasceu em Salvador, em 30 de abril de 1914 foi um cantor, compositor, pintor e ator brasileiro. Compôs sobre os hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. (Wikipédia)

Um poeta que cantou de maneira sutil o jeito de uma Bahia de um tempo que não é o meu, mas que nem por isso me faz sentir menos orgulho. Sou de um tempo em que terno branco e chapéu de palha é peça de museu. Um tempo em que a beleza das morenas é retratada de forma vulgar, nada poética. Um tempo em que não se é mais possivel observar a arte da pesca, num ritmo frenético dos milhares de carros. Talvez por isso me sinta tão orgolhoso de saber que alguém – Caymmi – foi capaz de captar tudo que havia de mais belo e mais sincero nesta terra que, ele amou, e eu amo.

Não há mais o que falar sobre esse baiano que mesmo de longe não deixou de amar sua Bahia. Paasou, provavelmente, pra um lugar melhor após 94 anos de uma produção louvavel. Uma herança para música popular brasileira que, certamente, poucos deixarão. Não me refiro apenas as belas canções como a celebre “O Que é Que a Baiana Tem”, imortalizada na voz de Carmem Miranda, “Saudade da Bahia”, “O Samba da Minha Terra”, além de tantas outras.

Não satisfeito em ter nos deixado obra tão maravilhosa, ele deixou para os brasileiros uma herança genetica fantástica chamada Dori, Danilo e Nana. CAYMMI – esse sobrenome não se esquecerá.

Vá em paz!!!

Abaixo, uma das músicas mais fantásticas de Caymmi, interpretada junto com Gal Costa. E logo após uma bela canção interpretada por um de seus herdeiros musicasis, Dori Caymmi.

Só Louco - Dorival Caymmi e Gal Costa .





É Doce Morrer no Mar - por Dori Caymmi.


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um beijo roubado


Foi meio de sopetão que eu decidi assisti Um beijo roubado. Tarde de terça-feira, não havia nada de imediato a ser feito e pensei “Por que não?”. Ao conferir os filmes em cartaz me deparei com My Blueberry Nights (título original), que seria exibido numa sala distante de mim cerca de 40 minutos. Já tinha ouvido elogios a respeito do filme e sabia que a cantora de jazz Norah Jones fazia parte do elenco (é... agora cantora e atriz), o argumento final que me convenceu definitivamente a assistir ao filme foi o preço do ingresso: R$ 2. O filme estreou nos cinemas brasileiros em maio passado. Aqui na Bahia, ele ficou quase que restrito apenas às salas de arte. Quase... porque agora ele está em cartaz no Cinemark.

A história narra a trajetória de Elizabeth (Norah Jones), uma “moça com o coração partido” por descobrir a traição de seu namorado. Ela conhece Jeremy (Jude Law). Ele é o dono do café para o qual o namorado de Elizabeth levou a “outra”. Ela passa a freqüentar o local após o fim do expediente. Algum tempo depois, Elizabeth viaja pelos Estados Unidos com o objetivo de esquecer o ex, mas não perde contato com Jeremy. Durante a viagem, encontra outras pessoas com problemas em seus relacionamentos amorosos e familiares. E, a partir desse ponto, não dá para contar mais nada, só assistindo, rs.

O filme é muito bom! Apesar de todo o romantismo, em momento algum ele chega a ser “água com açúcar”. Mas, o meu maior elogio vai para a trilha sonora. Norah Jones além de atuar também participa da trilha com The Story. Além dela, outras vozes que embalam a narrativa são a de Cat Power (com duas canções), Amos Lee e Cassandra Wilson. Nem esses nem os outros nomes são lá muito conhecidos aqui no Brasil. E, não há, entre as canções nenhuma com gritos enfurecidos e instrumentos pesados. Entretanto, todas estão em acordo com o clima apresentado pelas imagens. Em Um beijo roubado som e imagem formam um par fantástico, em perfeito equilíbrio.

E concluindo, o filme é do diretor Wong Kar Wai, aclamado por seus trabalhos anteriores como Amor à flor da pele e 2046 - os segredos do amor. Ah, e o elenco... além da Norah Jones e do Jude Law, ainda traz as atrizes Rachel Weisz e Natalie Portman.

Ao navegar pelo site oficial do filme, é possível ouvir um trecho de cada música da sensacional trilha de Um beijo roubado: http://www.umbeijoroubado.com.br/

O vídeo abaixo é da música The Greatest, da Cat Power. Em minha opinião, uma das mais belas canções do filme.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Amy, Amy, Amy


Um certo dia, minha chefe apareceu lá na Assessoria (estagio em uma ascom) com o cd Frank , o primeiro lançado pela "bad girl" do momento, Amy Winehouse.

Eu imaginava naquela época (uns 3 meses atrás) que "Rehab", "Tears dry...", e "I'm no good", faziam parte de uma obra prima vocal compactada em uma "mídia". Que engano!

Costumava dizer: - Sim, conheço Amy Winehouse há um tempo e adoro ela.

Mentira! Eu pensava que conhecia.

Eu, viciada em música, e em pedir o que não me pertence, peguei emprestado o cd. Levei o para casa, e lá pude perceber o quanto estava equivocada sobre Amy Winehouse.

No primeiro contato, "viajei" em "Stronger Than me". Sequencialmente fui me envolvendo com "You sent me flying", "Fuck my pumps"....até chegar na décima terceira e última faixa.

Que mané "Back to Black", não o desmerecendo é claro. Mas a tal "obra prima compactada" era e é sem dúvida, Frank.

Joss Stone, e as outras "clones vocais" de divas do soul que me perdoem, mas Amy faz a diferença, ela é a Aretha Franklin dos anos 2.000, mesmo sendo branca, e claro que com mais bebedeiras, drogas e etc etc etc.
Mas é isso aí, e tá dito!
Amy, Amy, Amy.






sábado, 26 de julho de 2008

Person

Por Midiã Santana
Ontem participei do IV Seminário Nacional e Internacional de Cinema e Audiovisual que rolou no TCA (Teatro Castros Alves) aqui em Salvador-BA. E advinha quem eu vi? A Vj da MTV (Music Television Brasil), Marina Person. Linda, educada e simpática, ela apresentou o longa Person, que conta a história profissional e pessoal do cineasta Luis Sérgio Person, pai de Marina.
Eu confesso que me emocionei muito, e quando sai de lá, além de ficar super interessada na história de Person, e em conhecer a filmografia do cineasta, quis correr desesperada para ver o meu pai, e dar um bom abraço.

No fim , falei com ela, a abracei e disse "obrigada, quando chegar em casa a primeira coisa que farei é abraçar meu pai". É eu sei, mas foi algo espontâneo, saiu.

Fiquei muito feliz em ver como ela é ótima! Não só como apresentadora, como revelação no mundo do cinema, como produtora....mas também como pessoa.

O blog é de música, mas espero que os que curtem cinema vejam esse filme, que mistura a delicadeza da visão de uma família sobre o que foi a representação de um pai amoroso, com a nostalgia e as lembranças dos amigos e companheiros de trabalho, como Eva Vilma, Raul Cortez e Jean Claude Bernadet.

Foram dois os momentos que me fizeram pensar "Person era phoda!". O primeiro foi quando vi um trecho do filme São Paulo SA (1965), um longa que mostrava a capital São Paulo em um período de pré industrialização, retratando o "futuro", sim digo o futuro, porque ele previa aquilo que aconteceria nos dias atuais na cidade, um aglomerado de buzinas, engarrafamentos, e uma sociedade aglutinada, estafada, e sufocada pelo cinza.

O segundo momento foi quando vi trechos do inacado "SSS contra a Jovem Guarda" (1966), não sei ao certo de como seria o roteiro feito por Jen Claude e Jô Soares, mas sei que seria o primeiro filme sobre a Jovem Guarda - caso não tivesse ocorrido um "atrito'" com Roberto Carlos e os produtores (tudo indica que a causa foi um cinto, acreditem!). Me senti tão bem ali, vendo aqueles antigos festivais de música, com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia, Wilson Simonal, Jorge Ben e Elis Regina, que não tive como não gostar de Person, e adorar o longa da Marina.

Aconselho pra vocês, pois além de ser parte da história de um cineasta importante, é um pouco, ou melhor, muito, da história da música, do teatro, e do próprio cinema brasileiro.

Quem for de Salvador fique atento, dia 14/08/2008, Marina estará de volta para a estréia oficial do filme, que será na sala Walter da Silveira, localizada na Biblioteca Pública, no Centro.

Person
Marina Person
Brasil, São Paulo
Cor: P&B
Tempo: 74min



Trailer:


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Prazer Samba-Canção!

No ultimo dia 17, a Rede Globo exibiu mas um Por Toda Minha Vida (programa que gosto muito por causa da tematica) – que conta a trajetoria de grandes artistas brasileiros já falecidos. Depois de Cazuza, Tim Maia, Elis, Mamonas e alguns outros, o programa do dia 17 foi dedicado a Dolores Duran, a qual ouvia, esporadicamente, o nome ser mencionado por algum grande artista, mas a qual não conhecia.

Na semana em que o programa seria exibido, OUVI a chamada do programa e me interessei justamente por, ao contrário das outras edições, ser sobre uma artista que eu não conheci. Acabei não assistindo o programa, no entanto, acabei não conseguindo esquecer a cantora – que eu não conhecia, mas sabia que tinha sido um nome nacional – e esta semana, ao lembrar do programa, procurei na net informações sobre a cantora e acabei por assistir o programa no Youtube (santo site!).

Dolores Duran, nome artístico de Adiléia Silva da Rocha foi uma cantora e compositora brasileira, nascida no Rio, que representava o gênero samba-canção ou fossa (surgido na década de 30). Além de Dolores Duran e Maysa Matarazzo, destacam-se Nora Ney e Ângela Maria.

Dolores foi, com certeza, uma das maiores representantes do samba-canção brasileiro. Começou a cantar muito cedo - seu primeiro prêmio foi aos seis anos de idade. Aos 15 seu pai morreu - e a menina Adiléa teve que sustentar sua família, cantando, que é o que ela melhor sabia fazer. Autodidata, dominou o inglês, francês, italiano e espanhol ouvindo músicas, a ponto de Ella Fitzgerald lhe dizer que foi em sua voz a melhor interpretação que ela já havia ouvido de My Funny Valentine - um clássico da música norte-americana. (Wikipedia)

Pra mim, a primeira surpresa desta pesquisa foi saber que as músicas ouvidas por nossos avós, ou mesmo pais, altamente nostálgicas, se chamavam SAMBA-CANÇÃO. Percebi se tratar do mesmo gênero de música cantado por outra grande cantora que gosto, Nana Caymmi – através de quem conheci uma das musicas de Dolores (Noite do Meu Bem), sem conhecê-la.

A qualidade de Dolores era atestada por suas belas canções e, principalmente, pelas parcerias formadas pela cantora, dentre elas a feita com Vinicius de Moraes e Tom Jobim de onde surgiram músicas como Estrada do Sol (muito linda) e Por Causa de Você.
É engraçado, pelo menos ao meu ver, a forma como olhamos o tempo decorrido. A nós jovens (falo por mim), parece tão distante, tão desnecessário conhecer. Gostei da experiência de conhecer mas um mito brasileiro pouco conhecido por nós jovens. Aliás, sinto que o objetivo deste texto seja, em grande parte, esse: dizer que gostei desse novo mito que me foi apresentado e estimular os outros que não a conhece a fazê-lo.
A cantora morreu aos 29 anos de um ataque fulminante do coração enquanto dormia. Ironicamente, no dia em que morreu, após chegar em casa de mais uma madrugada de trabalho (pela manhã) e de brincar um pouco com a filha, a cantora vai dormir deixando o seguinte recado para secretária: "Não me acorde. Hoje estou muito cansada. Vou dormir até morrer"

Seguem abaixo duas musicas da Dolores. Como não existe registro de imagens das músicas que escolhi gravadas pela própria cantora, ficam as composições de Dolores interpretadas por grandes cantoras – Elis e Maria Bethânea.




Elis Regina - Estrada do Sol





Maria Bethânia - A Noite do Meu Bem


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Meu xará!

Caros leitores deste blog – se é que ainda tem algum depois de tanto tempo parado. Como informamos no último post, tivemos problemas para manter o blog mas achei uma motivação que me impulsionou a escrever antes mesmo das novidades que estamos preparando para o blog. Quero apenas dizer que tomei vergonha na cara e que vou fazer de tudo pra manter uma regularidade nos posts – nem que seja dicas de música ou sei lá o que. Então, vamos lá e não deixem de comentar... isso é um estímulo grande! Vamos ao que interessa...

Apesar de ter nascido no Brasil, Tiago mudou-se para a Inglaterra com apenas 10 meses, vivendo lá por quatro anos. Estudou guitarra e piano, mas seu grande fascínio é a prática do violão. Teve seu primeiro contato com o violão aos 8, mas foi a partir dos 13 que descobriu sua verdadeira paixão pelo instrumento e sua grande identificação com a música.

Aos 17, foi convidado para integrar sua primeira banda como vocalista e, embora inexperiente, aceitou o desafio. Desde então, apresentações em bares e casas noturnas e a passagem por algumas bandas ajudaram-no a aprimorar seu gosto por cantar. Hoje, aos 22 anos, Tiago finalmente sente-se confortável para esboçar suas primeiras composições e expressar através de sua música o que há de melhor em si mesmo.

Em 2007 ganhou destaque nacional com o single "Nothing But a Song" que foi tema da novela adolescente brasileira Malhação. Em 2008, seu segundo single "Scared" entrou na trilha internacional da novela Duas Caras. Seu primeiro álbum tem estréia prevista para o primeiro semestre de 2008. (Wikipedia)

Apresentado o artista, vamos as minhas considerações.

Muuuuuuuuuuito bom, este é meu veredicto. Ouvi Tiago Iorc pela primeira vez num vídeo do youtube, através de uma amiga que havia postado o vídeo de "Nothing But a Song" em sua lista do orkut. Lembro-me de ter gostado da música, mas não busquei maiores informações. No entanto, esta semana, ao acessar meu perfil do MYSPACE (tem música no meio, eu não podia estar fora... :D) e vi uma chamada sobre o trabalho dele. Comecei a ouvir o set list do perfil do Iorc e me fascinei. Não era apenas uma música legal, mas todo um trabalho.

Confesso que há muito tempo não ouvia um cantor jovem que de fato me fizesse querer não parar de ouvir. Não apenas as músicas, mas, os arranjos, a proposta de trabalho, o estilo, tudo é acertado. A voz do cara é extremamente limpa, com um inglês perfeito.

É possível que muitos critiquem o fato de ser um “brasileiro” fazendo música em outro idioma – o que pra mim é um presente. Mas quem sabe não existam planos de trazer algo em português para os fãs – dos quais, sinceramente, me incluo. Uma única vista ao perfil foi o suficiente para isso (tem apenas 3 dias esse fato).



Aí vai o hit "Nothing But a Song":

MySpace Tiago Iorc: www.myspace.com/tiagoiorc

terça-feira, 1 de julho de 2008

1...2..3..4..5..

Pessoal, devido a Faculdade que nos "sufocou" esse semestre, ficamos sem postar. Mas o blgo está tormando uma nova forma, e aos poucos voltaremos.

Agora o nome é apenas Jukebox Mix. As notas musicais tavam exageradas.


Blog ressucitando...


AGUARDEM!

Blogueiros do J.B.M.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Viva La Vida

Galera,

o Coldplay acaba de lançar álbum novo e ele estará disponível, até sexta-feira (13) para audição, no MySpace [link lá embaixo].

Este é o quarto CD da banda inglesa. O nome, Viva La Vida or Death And All His Friends, é referência a um quadro da mexicana Frida Kahlo.

http://www.myspace.com/coldplay

Vídeo do single Violet Hill:



p.s.: escrevo mais sobre este álbum semana que vem. Sou uma estudante em fim de semestre, ou seja, desesperaaaaaaadaaaaa e sem tempo pra muita coisa. Sorry!!! Mas eu vou me redimir.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Muito além de um musical.

Por Midiã Santana

Um globo dourado dá início ao filme Across teh Universe. De repente "It feels so rigth now... Hold me tight, and tell me i'm the only one....", começa a ser embalada pela voz da protagonista Lucy, e da namoradinha (que não lembro o nome) do galã Jude. O brilho de um mundo rico, e a sombra de uma realidade pobre, se fundem ao som da música dos Beatles, e inicia o melhor filme que assisti nos últimos meses - pelo menos de musical.
Lucy uma garota rica, se vê desorientada quando o amor dela é mandado para a guerra. Jude, que já meio desorientado das idéias, vive a procura de seu pai biológico, um antigo militar que engravidou sua mãe, porém nunca soube da existência do garoto, sai de Liverpool (olha que coincidêênciia), e segeu para a Princeton, o único endereço que tem do pai....

Ah, num vou explicar o filme todo não..assistam! Vou contar a magia que gira entorno dos jovens, Prudence, Max, Sadie, Jude, Lucy, enter outros, e que daria umaboa análise semiótica, rsrsrs.
Imaginem uma banda que vocÊ gosta muito. Imaginaram? Agora, vizualizem boa parte das canções dessa banda se transformando em realidade, e muitos versos que antes não faziam sentido em sua mente, devido a você não ter vivido na época que a banda estava no auge, de repente se encaixam perfeitamente.
É tanto pra falar, mas não consigo expressar através de palavras. As palavras são códigos fracos (lá vem eu e minha semiótica - desculpa gente). O filme é recheado de boas referências. A personagem Sadie, lembra a maravilhoooosaaa Janis Joplin, o Jo-jo, músico que perde o sentido da vida após de ver seu irmão de uns dez anos, morto no caos da guerra, é inspirado no THE BESSSTTT Jimmy Hendrix.
Revolução, cores, drogas, amizade, e o fardo de carregar a "estátua da liberdade" nas cotas, e a carga de uma guerra sem sentido com o Tio Sam dizendo "I want you", a todo momento, abalou a vida dos negros, do brancos, dos hippies, dos conservadores...do mundo!
Esses momentos de desespero, são retratados através do romance do casal Lucy e Jude, e das 33 músicas dos Beatles que compõem a magia do filme.
O Across the Universe, consegue unir a psicodelia dos anos 70, ao espírito libertário de uma época de revolução.
O filme ainda conta com participações especiais de pessoas "totalmente excelennteesss" como Bono Vox - o Dr Robert (muito Doido) - , Joe Cocker, que faz uma versão extraordinária de Come Togheter, e Salma Hayek, que faz um clichê bááásico da enfermeira gostosona, em Happiness is a Warm Gun, e também conta a participação de um comediante chamado Eddie Izzard (que tá pavorooosoo no filme), mas dá um tom meio de insanidade na realidade vivida pelos personagens - detalhe no momento antes de aparecer o personagem do comediante, perguntam a Lucy, onde eles estão indo, e ela responde: estamos indo a loucuuura!

Já assisti 15 vezes, rsrsrsrs. Aconselho procês.
Curtam agora um trailer do filem, e uma das melhores partes na minah opinião, que é a do Tio Sam.

Trailer:



Tio Sam:






Direção:Julie TaymorRoteiro:Dick Clement e Ian La Frenais Elenco:Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther, T.V. Carpio

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A conquista do mundo!!!!

Que Ivete Sangalo é um sucesso mundial não é nenhuma novidade, mas agora, após assistir ao vídeo abaixo, tive certeza que ela se tornou, não uma artista que faz shows mundo a fora e sim uma artista INTERNACIONAL.

Sabia da força do trabalho dela na Espanha, assim como outros tantos cantores brasileiros (muitos baianos), e o sucesso que faz pela Europa e já tinha tido a oportunidade de vê-la em alguns vídeos cantando em Espanhol. Daí, vocês podem se perguntar: então o que a de novo nesse vídeo? É simples, ela não esta apenas cantando uma música em espanhol, este é, simplesmente, um clip gravado em espanhol.

No meu entender, o fato de um artista fazer um clip em outra língua é completamente diferente dele, em apresentações em cada país, cantar algumas músicas no idioma local. Pra mim, esse clip soou como um ATESTADO DE INTERNACIONALIZAÇÃO – se podemos dizer assim.

Não sei se eu que sou uma pessoa completamente desatualizada e sem noção ou se este fato da carreira da Ivete é realmente novo. A questão é que não pensei que artistas brasileiros fizessem tamanho sucesso em outros países.

Mais uma vez.... VIVA A MÚSICA BRASILEIRA!!!!


Clip: Si No Te Amase Tanto Así - Ivete Sangalo



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Aproveito pra responder o meu primeiro meme que recebi do blog do Danilo B. Ponto D.Com .

Vamos lá então:
Por: Tiago Cardoso


1 - Qual é a sua palavra favorita?
"amizade"

2 - Qual é a palavra que você menos gosta?
"medo "

3 - Qual é o seu som favorito?
Pergunta dificil... adoro musica.

4 - Qual é o som que você mais odeia?
torneira pingando.

5 - Qual é o seu palavrão favorito?
"porra"?! :D

6 - O que te anima?
Um dia com sol. (copiando Danilo)

7 - O que te repugna?
Traição e mentira.

8 - Qual profissão, diferente da sua, você gostaria de ter?
Músico... meu sonho! rs

9 - Qual profissão você nunca gostaria de ter?
Coveiro

10 - Se existir o Paraíso, o que você gostaria de ouvir Deus te dizendo quando você chegasse na porta do Céu?
Você não foi tão mal, meu filho. hehehhe


Repasso para os blogs: Euforia Melancólica, Carpe Diem e Pitacos da Naninha.

sábado, 3 de maio de 2008

CONSAGREM O SAMBA!

Por Midiã Noelle
O que diabos é um moinho?

"Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto....."

Esse é o significado da palavra segundo o wikipedia, mas graças Cartola (SALVEEE!!!!!), que disse "o mundo é um moinho", no século passado, acabou por repercutir atualmente, em um trio musical.... que cá entre nós, está perfeito.

Pois é, e num "mix de estilos" que surgiu o Moinho da Bahia, agora apenas O Moinho. Uma banda que tem ritmo, musicos de peso, e que está fazendo a diferença nas ruas boêmias do Rio de Janeiro.
Mesmo morando em Salvador, tenho consciência do que está rolando de bom no mundo carioca, ainda mais, se nesse "bom", tem representantes da minha amada Bahia.

O Cd da banda, Hoje de Noite, traz regravações de nomes consagrados, como Riachão,Moraes Moreira, e Dorival Caymmi, alem de músicas inéditas. Já que toquei nesse assunto, vamos aproveitar e fazer ressalva à uma música super gostosa de ouvir, meio repetitiva, mas muiiitooo bacana, que é a ESNOBA. Essa música de lançamento, já está na trilha sonora da novela Global, Beleza Pura, e cá entre nós, caiu muito bem na personagem Rakelli...

O Moinho, traz nada mais nada menos que Emanuelle Araújo, Lan Lan e Toni Costa (quer mais ou tá pouco?).
Surgiu assim:





+ =

Emanuelle ligou para Lan Lan, que aceitou, e por fim convidaram o Toni...



Não vou escrever o histórico da banda aqui não, vou deixar o cd da banda, como dica do mês para vocês. Maiores informações entrem no site http://www.omoinho.com.br/, ou vão no myspace www.myspace.com/omoinho.

O cd já está nas lojas.ok?!
Agora, para quem não conhece, curtam o clipe de ESNOBA








Ps: Como Emanuelle evolui no "gogó" ein? De parabéns!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Alguém viu um porco voando por aí?

Por Laís Santos


Já passava da meia-noite de ontem (29)... eu estava visitando sites de jornais diários, agências de notícias e revistas só para ver o que havia sido publicado enquanto eu estava off. Passando pelo G1, uma chamada me chamou muito a atenção, não lembro na íntegra o que estava escrito, mas lembro que falava sobre um porco desaparecido. Porco desaparecido... acredite... e um porco do Roger Waters, baixista, vocalista e um dos fundadores do Pink Floyd.

Aconteceu no último domingo (27), na Califórnia. Durante o show no Coachella* , um porco inflável de altura equivalente a dois andares que está presente nos shows do Pink Floyd desde o álbum Animals, lançado na década de 70, começou a flutuar sobre o público quando “se soltou das amarras”. Não é a primeira vez que Waters perde seu porco, segundo o G1 isto já teria acontecido outras três vezes.

Resultado: os organizadores do Coachella estão oferecendo uma recompensa de U$$ 10 mil e quatro ingressos vitalícios para o festival para quem souber do paradeiro do porco perdido. Nada mal, né?!?!

Caso algum de vocês tenha visto um porco voando por aí deve enviar e-mail para lostpig@coachella.com. Roger Waters agradece... rs.

*Festival de Artes e Música Coachella, acontece desde 1999 em Índio, cidade próxima a Los Angeles. O Coachella 2008 contou com mais de 100 atrações, entre elas Jack Johnson, Vampire Weekend, Racounters, Fatboy Slim e os brasileiros do Bonde do Rolê

terça-feira, 29 de abril de 2008

O que há de errado com as Boy Bands?

Por qual motivo a maioria das pessoas não gostam, ou, pelo menos, não admitem gostar de Boy Bands? O Pior, é que quando o dizem gostar, atribuem isso a uma fase juvenil, quando eram crianças, ou pré-adolescentes, e anos depois dizem ter sido coisa de criança. Mas, afinal de contas, que mal há em gostar dessas bandas?

Assim define Wikipédia: Uma boy band, ou boyband (às vezes imprecisamente chamada boys band) é um grupo vocal constituído por 3 a 6 cantores do sexo masculino, que interpretam canções Pop, e geralmente também dançam. (Wikipédia).

É comum o sucesso dessas bandas ser atribuído a um publico feminino e, em geral, adolescentes. Mas, o que há de mais homens gostarem também? Os poucos que, raramente, assumem são “ridicularizados”.

Pois bem, quero dizer que, não sou gay, confio no meu gosto musical e não tenho medo de assumir que curto N’Sync, BackStreet Boys, Westlife, etc. Considero estas bandas boas. Não presto atenção à aparência ou a forma de dançar dos caras, mas sim no som que eles fazem – analiso da mesma forma que julgo uma banda de reggae, rock ou sei lá o que....

Penso, que o fato de muitas pessoas nem ouvirem essas bandas deve-se ao preconceito. Só não entendo bem preconceito com o quê. E isso é algo que vem de antes da minha época, com os embriões destas bandas que foram os New Kids On The Block e os Menudos. Particularmente, acho a composição harmônica destes grupos muito legal. É verdade que, fora as bandas mencionadas acima, não conheço outras – pelo menos não a fundo. Possivelmente esse gosto derive do meu interesse por corais. Curto muito.

Mas,é isso. Deixo aqui esta reflexão, e a sugestão de que ouçam essas bandas sem preconceito. Não estou dizendo que devem gostar, mas também dizer que uma banda é ruim só porque não atende a um gosto pessoal, é difícil. Critiquem as letras – embora eu goste de algumas – mas não julgue como sendo ruim só porque é formada por “rostinhos bonitos” (acho esses caras feios.... hehehehe.... sem está sendo preconceituoso).



PS: Galera, demoramos um pouco pra atualizar o blog mas vou tentar produzir mais. Valeu aos que tem nos visitado e comentado os textos.

sábado, 19 de abril de 2008

Ih... é o McCartney

Por Laís Santos

Gosto de músicas antigas... (já me perguntei sobre o que poderia ou não ser considerado antigo, logicamente não cheguei a uma conclusão definitiva. Portanto, chamo aqui de antigo tudo que foi sucesso ou não no período em que eu não havia nascido ou ainda não escolhia as músicas que ouvia). Algumas canções, que tocam raríssimas vezes no meu FM, me deixam com a sensação de que já as escutei muitas vezes antes. Anos 70, 80, início da década de 90... a maior parte dessas músicas são dessa época. Não posso dizer que cresci ouvindo essas canções, com exceção do material que foi lançado nos anos 90. Não vou falar de todas que eu gosto de ouvir ao mesmo tempo... vou me agarrar a apenas uma porque nos reencontramos somente há algumas horas.

Eu nunca consigo descobrir facilmente qual o nome da música ou a banda que a canta. Isso ocorre por alguns motivos: boa parte das bandas não existe mais, dificilmente são tocadas no rádio e, quase sempre, ninguém consegue lembrar de alguma informação útil (hum... eu conheço, qual o nome dele mesmo? Espera só um pouquinho que eu vou lembrar...). Estas foram as razões que atrasaram em algumas semanas meu reencontro com Hope of Deliverance. Lançada por Paul McCartney (ele mesmo, ex-Beatles) em 1993, quando eu estava no meu 4º ano de vida, no álbum Off the Ground, Hopes of Deliverance sequer passou perto do sucesso alcançado por outras canções compostas por McCartney em suas parcerias com John Lennon.

Mas, o que eu posso fazer se eu adoro a música... até mesmo aquela parte em que ele diz ” você estará sempre segurando o meu coração em suas mãos...”. É... o melhor é compartilhar...

P.S.: esqueci de contar como reencontrei a música. Foi o seguinte: após perguntar a meio mundo e não encontrar ninguém que soubesse me dar sequer uma pista, apurei os ouvidos, identifiquei palavras soltas da letra e joguei tudo no bom e velho Google... aí foi só usar os neurônios e um pouco de instinto pra revelar facilmente entre os milhares de resultados qual era a canção procurada. Simples assim... rsrsrs

Por fim, reapresento Hope of Deliverance, do Mr. McCartney:

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu vejo o futuro repetir o passado


Bem, esse texto é em homenagem a postagem de Tiaguinho meu amigo, fã de Cazuza.
Sou um pouco "agridoce" ao falar do cantor, mas deixo claro, que sim, gosto muito dele.

Crítica sobre o filme O TEMPO NÃO PÁRA

Por Midiã Santana

O Filme Cazuza – O tempo não pára, mostra o esforço da Indústria Cultural na construção da imagem de Cazuza como um ícone dos anos 80. Um alguém que brilhou e teve seus anos de glória, mas que após adquirir AIDS, continuou a ser um poeta que vivia intensamente. Claramente, tudo isso é muito bonito de se mostrar a um público que já tem a imagem construída e pré-estabelecida sobre o seu ídolo feito pela mídia.

Mas, é isso que o artista era realmente? Obviamente que não. No caso de Cazuza ele era um menino classe média alta, que não era um bom filho, um bom amigo, um bom aluno, e que em seus últimos anos de vida morreu impotente de suas forças, em uma morte precoce, por viver de uma forma anti-moralista, impondo no filme que ser correto não é algo necessário para a conquista dos objetivos, completamente contraditório ao que a sociedade ressalva.

O Filme não retrata de forma real quem era o Cantor. Cazuza foi filho de João Araújo, fundador da gravadora Som Livre, conseqüentemente conviveu desde jovem com grandes nomes da MPB, era um “filhinho de papai” pertencente a uma família de classe média alta.

Houve episódios de sua vida que não foram abordados, como a viajem do cantor na adolescência a Califórnia, para fazer um curso de fotografia, porém não o concluiu. Cazuza também prestou vestibular, no Centro de Comunicações de Jacarepaguá, onde foi aprovado, mas trancou a matrícula logo em seguida, pois seu único interesse em fazer o vestibular era ganhar o carro caso passasse, como o pai havia prometido. E o fato mais importante, porém vetado, que ao invés de ser apenas um usuário de drogas, Cazuza também era considerado como um traficante da Zona Sul, mas induzir o povo a seguir um ídolo traficante morador de um apartamento em Ipanema, não é o objetivo do Filme, então “direto para debaixo do tapete”.

Acredito, que esses tipos de “anseios de rebelde sem causa”, foram ocultados para que os espectadores não perdessem o elo, a proximidade com a historia do cantor. O que creio ser muito prejudicial na “reconstrução” da imagem de um ídolo, pois fatos como esses que são considerados menos importantes podem não ser percebidos pela maioria, porém os reais fãs do cantor não gostam apenas das superficialidades.

A seqüência do filme segue de forma correta, Cazuza entra no grupo de Teatro onde conhece Bebel Gilberto e Léo Jaime, que o apresenta para o Barão Vermelho, onde se torna vocalista, e depois de alguns anos sai do grupo, adquiri AIDS, continua fazendo sucesso com sua forma excessiva de viver.

A forma descarada e inconseqüente que o protagonista vivia mesmo após de descobrir a doença foi bem apresentada no filme. Mas um dos momentos mais tristes de sua carreira foi deixado de lado, e não foi abordado: Quando na capa da revista Veja estamparam uma foto dele ressaltando a magreza esquelética do cantor, com a manchete "Uma vítima da Aids agoniza em praça pública". A matéria questionava as obras de Cazuza, e afirmava "Cazuza não é um gênio da música”. Momento mais do que marcante, diria traumatizante para a vida de um cantor tão cheio de ego, vendo seu objetivo de ser um ícone sendo deturpado por uma revista, deveria ser contextualizado no filme. Obviamente, o objetivo do filme era mostrar um ídolo forte que independente de sua doença vivia intensamente, mas é claro que não iriam comprar briga com uma revista que circula até os dias atuais, para ao invés de lucrarem com o filme, terem prejuízos.

De qualquer maneira o filme merece aplausos, por relembrar a personalidade de um cantor misto, cheio de incertezas, vitórias e fracassos, e também por revelar que Cazuza percebeu a não existência de uma ideologia para se viver, e que ter ideais é questionar, interrogar o cotidiano, o despercebido. E mesmo ao cantar “ideologia eu quero um para viver”, a mensagem pode ser entendida de formas diferentes, para cada cinéfilo e ouvinte, mas infelizmente nesse tipo de "reconstrução do artista”, nunca fica explicito que a verdadeira Ideologia do Cinema é movida pela Industria Cultural.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

E Jingle é música?

Por que não seria? Só porque tem a função de vender um produto?
Jingle é uma mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. Música feita exclusivamente para um produto ou empresa. (Winkipédia).

Pois bem, jingle é musica sim. Bem verdade que às vezes um tanto comerciais de mais, chatas, outras vezes, e mesmo sem nenhum atrativo – nem mesmo para o fim que se propõe.

Na última terça-feira, tive uma aula de RTVC (disciplina do curso de Publicidade – radio, tv e cinema) diferente. Tive a oportunidade de realizar um sonho – um sonho besta, mas um sonho (impressionante como coisas simples podem nos deixar feliz) – conhecer uma Produtora de áudio.

A produtora “escolhida” pelo “tio” Daniel (risos) foi a Attitude Audio Criação– aqui de Salvador. Fomos recepcionados pelo produtor, e sócio da empresa, Napoleão Cunha – musico (baterista), produtor/ empresário e estudante de cinema. A idéia era conhecer o dia-a-dia de um produtor de áudio, como são produzidos muitas das peças publicitárias que ouvimos nos rádios e nas tvs e os aspectos que interligavam a música e a publicidade.

Após comentar como o musico se envolveu com a publicidade, se tornando um elo da cadeia publicitária na Bahia, Napoleão passou a falar da produção dos jingles – que era o importante para os futuros publicitários ali presentes. Em síntese, ele nos mostrou quais eram as principais dificuldades em si produzir um jingle, ou spot (que não vou falar muito porque não está tão ligado ao tema do blog), principalmente, e mais comuns, os relativos à criação dos publicitários – que quase nunca são músicos ou têm noção do assunto, apenas escrevem o texto.

Enquanto musico, Napoleão comentou a dificuldade que existe na transformação de uma idéia, que deve vender um produto, em música, por isso, poucos são os jingles que vemos com qualidade. Foram levantadas também as dificuldades relativas à criação (que interessa mais aos profissionais da área) e tocado num assunto extremamente importante no que diz respeito à música: o plágio.

Como todos sabem, toda obra artística é protegida por direitos autorais e, portanto, precisa-se da autorização do autor para ser veiculada, alem de pagar por essa concessão. O que acontece, no entanto, é que por, nem sempre, terem verbas para pagar os direitos de alguma música, as agencias optam por encomendar uma música (me refiro à melodia) própria para a peça. Aí que mora o perigo. Com um pouco de conhecimento em música, e tomando como referência para criar uma música que ele (o criativo da agencia) já conhece, muitas vezes pode ocorre uma situação de plágio – ainda que involuntária – o que pode trazer no fim das contas mais prejuízos do que benefícios.

Enfim, para concluir quero comentar aqui uma curiosidade que Napoleão nos contou e que retrata o que é fazer um jingle de qualidade. Um dos grandes sucessos na voz de Maria Bethânia, Cheiro de Amor – que foi tema da novela global Pé Na Jaca –, foi criada como um jingle. Foi uma surpresa, para mim, saber que uma música que eu acostumei a ouvir como tema romântico executado por uma grande cantora, foi criado por Duda Mendonça como campanha de Dia dos Namorados para um motel de Salvador (ninguém ta louco, eu não me enganei, é isso mesmo!).

Agora quero ver quem vai poder dizer que um jingle não é música. E para aqueles que não conhecem, segue abaixo a letra e a música.


Cheiro de Amor
Maria Bethânia
Composição: Duda/ Jota/ Paulo Sérgio Valle/ Ribeiro

De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te ao encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor





sexta-feira, 4 de abril de 2008

Parabéns Cazuza.

Não posso deixar de comentar sobre o aniversariante do dia – Cazuza.

Como noticiaram muitos veículos de comunicação na Internet, se vivo estivesse, Cazuza estaria completando hoje meio século de vida. E poderia, se não tivesse se entregue a uma vida desregrada recheada de drogas e promiscuidade.

Assistindo hoje a uma antiga entrevista concedida pelo cantor a repórter Leda Nagle (site G1) ouvi o próprio Cazuza admitir ser uma pessoa EXAGERADA, no amor, nas experiências, no comportamento, enfim, em tudo. Exagero esse traduzido poeticamente na numa das muitas músicas de grande sucesso do cantor – Exagerado (1985 – ano em que nasci).

Tendo iniciado sua carreira com a banda Barão Vermelho – formando uma parceria de sucesso com Frejat (idealizador da banda) – em 1985, Cazuza abandonou a o Barão Vermelho em plena gravação do 4º disco da banda (quase escrevo “cd”). Como fica claro no filme biográfico Cazuza – o tempo não para, nem mesmo o Frejat, roqueiro e, também, usuário de drogas, conseguiu conviver com o exagero do Cazuza.

A Aids, doença que vitimou o poeta, foi descoberta no mesmo ano que começou sua carreira solo e daí pra frente, senão todas, muitas das musicas do cantor foram completamente influenciadas pelo drama pessoa que ele vivia.

Algum tempo atrás recebi uma mensagem – dentre muitas que chegam no e-mail, vidas sabe-se lá de onde – em que, se não me engano, uma psicóloga criticava justamente o fato da juventude dos anos 80 e 90 terem como ídolo o Cazuza.

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta”, critica a psicóloga.

Repassei o e-mail e recebi respostas calorosas de fãs que haviam entre meus contatos, e também eu achei um pouco de exagero da parte dela mas, não dá pra negar que ela tem certa razão. Não só podemos, como devemos, apreciar e reverenciar a obra do artista. Mas de fato é preciso dissociá-las do exmplo do individuo.

Não posso deixar de mencionar alguns dos grandes sucessos deste gênio transviado: Bete Balanço, Pro Dia Nascer Feliz, Ideologia, Beija-Flor, Faz Parte Do Meu Show, e muitos outros. A lista poderia ser muito maior do que é hoje se ele não houvesse SE SUICIDADO. Mais um gênio da música que a droga e o desregramento nos leva.

Infelizmente, não podemos mais dizer: Feliz Aniversário.

Faz Parte do Meu Show - Cazuza.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tá falando disso mesmo?

Será que quando escutamos uma música, sabemos realmente sobre o que o autor está falando? Conseguimos descobrir a fonte de inspiração para ele? Creio que não.

Bem, há algum tempo atrás fiquei sabendo que uma das músicas mais conhecidas da banda Cidade Negra, Aonde Você Mora, era na verdade uma composição da Marisa Monte. Não lembrava, e não lembro, de tê-la ouvido cantando esta música antes, e fiquei um pouco surpreso.

Até aí, nada demais. Afinal de contas, Marisa é uma compositora excepcional e esta seria apenas mais uma música. O que me chamou a atenção, no entanto, foi a historia da música que alguém (não lembro quem) me contou – quando comentei que não tinha conhecimento que tal música era dela.

Segundo me disseram, Marisa havia composto esta música no período em que se mudou para a Europa e, ao contrário do que eu pensava, o Amor a que a letra faz menção é o de uma filha pela mãe. Ela se referia a falta que sentia da mãe, de quem não havia se separado antes por tanto tempo.

É bem verdade que na gravação do Cidade Negra, eles dão a entender que a letra se refere ao Amor entre homem e mulher – o que se aplica perfeitamente. A questão é que não era sobre isso que a música efetivamente falava. Aí eu me pergunto: quantas musicas que escuto, ou já escutei, foram criadas num contexto completamente diferente ao que é apresentado? Quantas delas se referiam a situações completamente adversas e nós não sabemos.

Tomar conhecimento desta historia me fez questionar essas coisas, e também o porquê de querermos a atribuir à palavra Amor sempre um sentido conjugal. “Aonde Você Mora” falava do Amor de filial, mas, talvez por causa da interpretação, ninguém nunca fez essa relação. No entanto, nunca tentamos fazer uma outra relação.

Outro exemplo clássico da falta de conhecimento da historia e do contexto da música está nas letras de expoentes da música brasileira como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Quem nunca ouviu musicas como Cálice – uma referencia a ditadura – e pensou se tratar de uma música meramente religiosa? Certamente, muita gente. Bem diga os caracóis dos cabelos do Caetano, escrita por Roberto Carlos, o qual, não conhecendo a historia, sempre atribuímos aos cabelos de alguma linda mulher brasileira?

Poderia citar muitos outros casos de músicas as quais atribuímos uma interpretação diferente daquela pensada por seu compositor. Porém, quero apenas deixar esta reflexão sobre a necessidade de sabermos o que realmente o que estamos cantando, precisamos, pelo menos, tentar conheceras historias. E se for para fazer outras interpretações, que façamos consciente e não por não sabermos do que se trata – isso dá uma sensação de estar sendo enganado (pelo menos pra mim).

Para que possamos iniciar este processo, aproveito para indicar o Blog Saïan Supa, que justamente conta a historia de algumas musicas.


PS: como eu disse, não lembro a fonte que me contou a historia (que é coerente) e infelizmente não tive como confirmar até hoje. Se alguém souber que o que relato não é fato, é só falar.

Para quem não lembra da música, aí vai a letra:


Aonde Você Mora (Marisa Monte)

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei
Amor que não se pede
Amor que não se mede
Que não se repete
Amor
Você vai ficar em casa
Eu quero abrir a porta
Aonde você mora
Aonde você foi morar
Não quero estar de fora
Aonde está você
Eu tive que ir embora
Mesmo querendo ficar
Agora eu sei
Eu sei que eu fui embora
Agora eu quero você
De volta pra mim
Amor igual ao teu...

terça-feira, 25 de março de 2008

Chico Buarque - Um mito.

Resolvi me aventurar a falar de um ícone da música brasileira que – embora admita reconhecer apenas superficialmente seu trabalho – considero um musico inigualável, Francisco Buarque de Hollanda, ou, simplesmente e principalmente, Chico Buarque.

Compositor, escritor, cronista, dramaturgo, intelectual. Dotado de uma inteligência perspicaz contrastante com sua timidez nítida, e já criticada por Elis Regina – que deixou de gravá-lo no inicio da carreira de ambos, por tal motivo –, Chico é um mito. Muitas peças e livros escritos, crônicas de uma inteligência singular, o forte deste carioca é, de fato, a música – que permeia ou conduz toda sua obra.

Lembro que o primeiro contato real – aquele em que você percebe a obra – que tive com o trabalho de Buarque (como cantor) foi aos 15 anos. Precisava encontrar uma música que pudéssemos interpretar na aula de teatro no colégio e garimpando nos cds (poucos) que havia lá em casa acabei escutando to do o cd Millenium – Chico Buarque do qual extraí a música “A banda” pra o trabalho. Ali fui tocado pela magia do compositor.

Depois disso passei a escutar o cd de Buarque e me interessar por suas músicas. Óbvio que já o tinha escutado suas canções em muitos momentos, mas não tinha percebido essencialmente seu trabalho. Foi muito louco descobrir que Atrás da Porta, música interpretada de forma emocionante por Elis Regina, era dele. Foi o meu primeiro contato com o lado feminino do compositor, que viria ser reconhecido futuramente na interpretação de outras cantoras como Bethânea e Gal.

À medida que o tempo passou, fui tendo cada vez mais contato com a obra dele e por conta do amadurecimento passei a prestar uma maior atenção nas letras. O lirismo de suas musicas, suas críticas veladas em versos ingênuos, tudo isso me fascinou e me fascina. È assustador ver o desenvolvimento lógico-intelectual e estrutural de algumas de suas músicas como, por exemplo, Construção. É um show a parte.

Tal talento fez de Chico um mito da música nacional e internacional. Reverenciado por publico, critica e colegas de profissão. Fez parcerias e foi gravado por grandes nomes da música popular brasileira, entre eles Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Tendo Francis Hime como um dos parceiros mais constantes de onde surgiram musicas como Atrás da Porta e Luíza.

Para essa humilde pessoa que escreve essas linhas, Chico Buarque é uma referência no que diz respeito a boas composições. Ainda hoje não o tenho como ídolo. Mas chego a estranhá-lo, a pensá-lo como um ser humano digno de estudo e compreensão, tal o respeito e admiração que nutro por seu trabalho. Pra mim, Chico Buarque é uma incógnita que sabe como poucos fazer musicas inteligentes, criticas, criativas e, o mais importante, simples.

Fonte e foto: Wikipédia.


PS: Acabo de saber que Chico Buarque lidera a lista do ECAD tendo sido o primeiro em arrecadações de shows em 2007.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Comentanto o IPSIS LITTERIS de 17/03/08

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Caros leitores a minha inspiração pra escrever, hoje, veio de um outro blog - muito interessante por sinal. Diante da infinidade de coisas que pretendia comentar no texto do dia 17 de março, pelo F. Grijó do IPSIS LITTERIS, resolvi fazê-lo aqui. E o tema é: Qualidade musical, ou gosto musical.

No texto "A Blindagem da Opinião" Grijó apresenta sua opinião - com intuito de debater - sobre o que é a boa música. O autor, entra no debate, ao meu ver, tão delicado e polemico sobre o rumo da musica brasileira com a proliferação, por assim dizer, de musicas de pessima qualidade. E deixa claro que, infelizmente (assim entendi), a boa música ficou pra trás, circunscrita a velha MPB - já que hoje em dia temos a Nova, que ele não mencionou - entr outros generos.

Diante do texto apresentado, me fiz a seguinte pergunta: finalmente, o que é boa música? Músicas com letras cultas? Com bons arranjos? Com uma boa interpretação? Com uma mensagem positiva? A mistura de tudo isso? O que é? Não sei.

Sempre que surgr um debate como esse, a respeito da "qualidade" da musica contemporânea, atribuisse ao jovem o fato de não haver boas musicas. Confesso que também eu me questiono se não haverão mais Chicos Buarques, Vinicius de Moraes, Marias Bethâneas entre tantos outros. Embora jovem, gosto muito das consideradas (oficialmente) boas músicas. Mas isso não significa dizer que acho todo o resto um lixo musical.

Confesso que fiquei um tanto quanto chocado ao ver bandas Jota Quest, O Rappa, Charlie Brown Jr. e CPM 22 no rol das músicas de nenhuma qualidade. Ritmos musicais como forró, axé, pagode, entre outros sendo absolutamente desconsiderados. Como muitos críticos - profissionais ou não - também custumo achar muitas das musicas executadas por bandas dos estilos mencionados ridículas. Mas isso não me fazem desconsiderar sua qualidade enquanto forma de expressão, enquanto demonstração de uma realidade.
Penso que não podemos marginalizar um estilo musical somente por não haver nele uma pretensa intelectualidade. "As pessoas nao querem pensar com a música, mas sim se entreter. Pegar garotas, curtir a noite...", comentou um dos visitante do blog. Mas que mal há nas pessoas utilizarem a música com essas finalidade. Pra mim, música é isso. É curtição, é animação, é tristeza, é saudade, é conhecimento, é cultura.

Não existe coerência em querer fazer da música apenas uma extensão da escola. Ela é muito mais que isso. Música é vida. E viver é errar, é acertar, é ser fútil em alguns momentos, e sábios em outros. Assim como vivemos de acordo com os exmplos que nos são passados, ouvimos e nos interessamos por musicas que nos toquem o coração, que façam parte da nossa realidade - sobretudo por músicas que compreendamos e nos pareçam práticas.

Bem, não sou hipocrita de dizer que nunca sensurei os funks, os pagodes, os rocks da vida. Talvez eu não sirva de modelo, vito que o meu leuqe de gosto musical é de uma extensão que até eu me surpreendo. Mas não dá pra discutir e defender gostos musicais sem levar em conta todas as variavéis. E, como muito foi mencionado no texto e nos comentarios recebidos pelo Grijó, gosto é, de fato, discutivel. Mas sentimento (entenda a palavra no sentido mais amplo), esse não é.



PS: Não deixem de ler o texto que originou esse.
Valeu!!!


quarta-feira, 12 de março de 2008

Que loucura!!!

Bem, pelo jeito, vida de estrela é, de fato, de domínio publico.

Correndo alguns sites em busca de uma luz, um assunto que me inspirasse para escrever – visto que tem tempo que não o faço – me deparei com a seguinte noticia: Exorcista quer fazer ritual com Amy Winehouse.

Não conheço o trabalho da cantora em questão, sobre quem muito tenho ouvido falar ultimamente, mas não pude resistir à tentação de comentar o fato. Não consegui entender o por que de alguém fazer uma declaração desta natureza, no caso o reverendo Bob Larson, conhecido por ser um dos mais famosos exorcistas do mundo.

Pelo que entendi da reportagem, o reverendo não estava prestes a atender a um pedido de uma pessoa desesperada, quer Winehouse esteja possuída ou não. Segundo a matéria do site Terra, o reverendo estaria disposto, inclusive, a seguir a cantora no intuito de fazer sua boa ação, para tentar livrá-la “dos demônios que a perseguem”.

Quando li a noticia achei interessante saber que alguém, de forma tão altruísta, se propõe a ajudar uma outra pessoa em tão complexa situação. No entanto, nunca havia visto alguém que quisesse fazer isso mesmo sem a solicitação do beneficiado – a matéria ñ deixou claro a visão da artista a respeito do assunto.

Como disse antes, não conheço muito nem a vida nem a obra da cantora mas, lendo outras noticias sobre a mesma, concluir que a dedução de que Amy Winehouse estaria sendo possuída por demônios decorre do fato da cantora ter um estilo altamente “drugs, crazy and rock’n’roll”...

Quero só ver no que vai dar esta historia, qual será seu desfecho.

Por favor, se alguém ficar sabendo avise-me.



Fonte: http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI2670521-EI1267,00.html

sábado, 8 de março de 2008

Existem listas, listas e listas...

Adoooooooooro listas. Eleições de listas de músicas, álbuns, bandas, etc. Acompanho a maioria delas: as músicas mais estimulantes, as mais felizes, mais tristes, os melhores álbuns britânicos...

Há algumas noites atrás, no meio de uma conversa no MSN, alguma coisa me fez relembrar essas listas (tá, confesso que nem lembro o que trouxe estas lembranças). As pesquisas para a composição dos “melhores” ou “piores” são, geralmente, encomendadas por revistas ou sites, se são confiáveis ou não é uma discussão que fica para outro post. Mas, não é uma atividade interessante conferir os resultados e confrontá-los com nossa opinião?

Estou pesquisando as vencedoras dessas listas, já tenho algum material reunido. Aí embaixo estão dois resultados, duas das famigeradas listas... e aí??? Você concorda com a escolha das vencedoras???

5 Melhores letras de música, realizada em 2006 pelo canal musical VH1:

1. One, U2
2. How soon is now, The Smiths
3. Smells like teen spirit, Nirvana
4. Redemption song, Bob Marley
5. Yellow, Coldplay

10 músicas mais irritantes de todos os tempos, realizada pelo tablóide britânico The Sun, em 2007:

1. You’re beautiful, James Blunt
2. Crazy Frog, Axel F.
3. Mmm Bop, Hanson
4. Mr, Blooby, Mr. Blooby
5. Birdie song, The Tweets
6.Shout, Lulu
7.Agadoo, Black Lace
8.Grace Kelly, Mika
9. My heart will go on, Celine Dion
10. La Macarena, Los Del Rios

Aguardem novas listas para breve...

domingo, 2 de março de 2008

Ah! Que saudade.

Por Midiã Noelle
Quando tinha 8 anos, era uma criança como a maioria, que gostava de brincar, se divertir, assistir xuxa, e... ouvir os Mamonas Assassinas. Em março de 1996, no dia 02, mesma data de hoje, recebi a notícia de que o avião da banda havia caído em algum "mato", e eles provavelmente teriam morrido.
Naquela época, ainda não conhecia a tristeza de perder alguém que gostasse. Minhas avós ainda eram vivas, e para mim a dor da perda era algo ainda abstrato. Mas naquele inicio do mês de março, eu, uma criança que não tinha completado nem dez anos, tinha sentido a primeira dor de gente grande. Os Mamonas Assassinas realmente silenciaram suas canções para sempre... Mas é claro que as gravações estão aí, para registrar quem eles foram nos corações dos fãs.


Quando assisti a reportagem do velório e enterro do grupo, já não conseguia mais ver tv e a desligava, pois achava tudo muito triste. Curiosamente em 2003, seis anos após a morte de Júlio, Bento, Sérgio, Samuel, e Dinho, estava na escola, quando um amigo resolveu me mostrar um site com as fotos dos corpos da banda na época do acidente. As imagens me deixaram perplexa e todo aquele sentimento de perda de quando eu era apenas uma criança, voltou. Chega a ser meio idiota expressar essas minhas inquietações juvenis no blog, porém é inevitável na data de hoje, não relembrar um dia em que jovens e adultos choraram a perda de um talento, que não se resumia apenas em música para animar festas infantis, e sim a morte de pessoas do bem, que tinham uma longa trilha pela frente.

Achei um clipe no youtube em homenagem a banda, com a música Tributo aos Mamonas, gravada lá em 96 pelo grupo Só pra contrariar, espero que gostem:




"Júlio, Bento Sérgio, Samuel, e Dinho.
Vivem juntos lá no céu. Foram brincar com Deus...
Ah! Que saudade.
O Brasil voltou a se emocionar...
Protejam seus meninos.
Mamonas Assassinas".


Obs: Também leiam o post anterior sobre o U2.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Homenagem "In the Name of Love"


Por Midiã Noelle

Ajudar ao próximo, principalmente se forem os africanos com AIDS, é uma das causas humanitárias preferidas da banda U2, principalmente do Vocalista Bono Vox. Graças a essa luta em prol de ajudá-los, músicos do continente resolveram gravar um disco em homenagem à banda. Né legal?
O disco será uma coletânea que leva o nome de "In the name of love", (Em nome do Amor), uma das músicas mais conhecidas do grupo. Parece que a coletânea será lançada no dia 01 de abril de 2008 pela "Shout! Factory". Uma parte da renda arrecadada será revertida para a Instituição Global Fund, que trabalha em 136 países para combater a AIDS, tuberculose e a malária.
Agora pulando o gênero informativo, e pulando para o opinativo, digam aí, U2 num é T-U-D-O. Uma banda irlandesa, que já têm mais de trinta, eu disse TRINTA anos de existência e sucesso, na minha opinião pode ser comparada até com os Stones em questão de grupo de rock que vale a pena com "estrada", mas também sendo equiparado ao David Bowie, graças ao estilos, ou melhor, estilos da banda que mudam de forma camaleônica ao longo dos novos cd's.
Quem não se derrete em um pensamento nostalgico, ou amoroso ao ouvir with or without you? Quem não ama o estilo politicamente correto da banda? Quem conhece, gosta, admira.
Poucas pessoas sabem, mais o U2 já teve outros nomes, como: os "Feedback" , e depois mudaram para "The Hype". Depois, Adam, baixista da banda, sugeriu o nome U2 para a banda, em homenagem a um avião espião, o Lockhees U-2, utilizado pelos Estados Unidos na Guerra Fria, derrubado pela União Soviética poucos dias antes do nascimento de Bono. Ainda bem né, pois se linkarmos o nome da banda com a filosofia que eles passam, se torna uma coisa só. Vejamos então: U2, You=você, two que significa o número dois, mais que soa a palavra too, que significa també.m. Ou seja, VOCÊ TAMBÉM. Nós os fãs também participamos da construção da banda. Bem, é meio que filosofia de fã sabe, rsrsrs...
Mais uma curiosidade do U2 que eu não sei se todos que curtem sabem, é a do clipe One. Tem duas versões, se não me engano são três na verdade, é a do restaurante, a de vestidos de travesti, e a dos búfalos.
A dos travestis foi a primeira versão, só que se não me engano eles apoiavam uma causa gay, ou era um grupo contra a AIDS, e depois acharam que poderia dar problema, então fizeram a versão dos búfalos, que por sinal foi capa de algum cd deles aí, mas como o clipe era muito "cabeção", viajava demais, talvez não tivesse aceitação do público - ou não teve, não me lembro bem-, enfim, a última versão foi a do restaurante, uma coisa mais vendável e aceitável paar o público. E aaannoos depois né que eles regravam um clipe da música pela quarta vez, só que dessa vez com a participação da super Mary J. Blige.


Pensei em colocar um histórico deles aqui, mas é tanta história, tantos shows - menos no Brasil que só vieram três vezes em trinta anos-, tantos discos e clipes, que chega fico "abafada" com tanta informação.

Confiram as versões do clipe One:




Búfalos:


Travestis:


Restaurante - última versão oficial:


Versão com Mary J.Blige:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Um ritmo a dois.


Forró é a denominação de vários gêneros musicais surgidos no Nordeste do Brasil. Entre vários ritmos diferentes que são comumente identificados como Forró destacam-se o baião, o coco, o rojão, a quadrilha, o xaxado e o xote (by wikipedia).

Devidamente apresentada sua definição, eu pergunto: Alguém aqui não curti forró? Se mate, quem responder NÃO! (risos).

Pra quem curti dançar, sobretudo a dois, não há nada melhor que um bom forró. Bem, demorei até demais pra falar desse “estilo de vida” que, como bom nordestino, gosto bastante. Existe coisa melhor que um bom arrasta-pé, rostinho colado, e um ritmo super descontraído? Certamente que não.

Personificado a imagem do mestre Luiz Gonzaga, esse ritmo genuinamente brasileiro, surgido a partir das diversas misturas estabelecidas no país, é hoje escutado e dançado em todo o pais – não mais apenas no nordeste. Sobretudo no seu formato eletrônico – com a utilização de instrumentos eletrônicos – o forró caiu na estrada e ganhou o sul do país. Mas ninguém esquece – nem pode – do bom e velho forró pé-de-serra tocado por Gonzaga.

A diferença entre essas duas vertentes é basicamente no desenvolvimento sonoro. Enquanto o forró Nordestino, essencialmente, é tocado por um triangulo, uma zabumba e um acordeom, o forró Eletrônico recebe o reforço sonoro de instrumentos como o contrabaixo, teclado e guitarra elétrica.

A mistura desses dois tipos de forró gerou uma outra vertente, que virou moda: o forró Universitário. Ao contrario, das maneiras mais “pessoais” de se curtir um bom forró, esse estilo é dançado de forma mais coreografada. Existe um passo base que evolui de acordo com o grau de conhecimento de cada casal.

Além do já citado Luiz Gonzaga, outros artistas como Alceu Valença, Dominguinhos, Elba Ramalho, entre outros, foram os representantes que popularizaram o ritmo. Na atualidade, são diversas as bandas que executam o genero, tanto na vertente do Universitário, como o Falamansa e o Estakazero, assim como na vertente eletronica (essa tem realmente um monte de bandas), por exemplo, Maginificos, Avioes do Forró, Saia Rodada etc (coloquei as que lembrei de imediato).
Vale ressaltar que as bandas apresentadas acima são aquelas de expressao nacional. Em cada estado, cada cidade – aí sim podemos focaar mais o Nordeste – o numero de bandas multiplica.

Enfim, seja lá que estilo de forró for, é bom demais. E dentre as tantas bandas – boas, é bom lembrar – aproveito pra apresentar uma banda que é muito boa, e irreverente, a começar pelo nome (o que é uma característica das bandas de forró): Zé de Tonha. Essa banda é muito boa e espero que todos curtam.



Zé de Tonha - Estrelas




OBS: Galera, maiores informações sobre a banda no http://www.zedetonha.com/ ou pelo email: contato@zedetonha.com
Bom Arrastapé galera!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sem horas e sem dores, respeitável público pagão... Sintaxe à vontade...

Postado por Midiã Noelle
foto: Lorena Lima

Reconheceram esse título? Pois é... Quem é blogueiro e gosta de Internet, sabe de quem estou falando. São eles, a Banda O Teatro Mágico.
Uma mistura de Sarau, com diversos estilos de músicas e um figurino nada convencional de clowns. O Teatro Mágico, banda surgida no “Mundo Mágico de Ozzz...Osasco”, como diz o Fernando Anitteli, líder do grupo, conseguiu conquistar inúmeros fãs, em menos de cinco anos, apenas com a ajuda de um veículo comunicacional: A Internet.
Atualmente a maior comunidade deles no Orkut, possui mais de 70 mil pessoas. Imaginem aí? Daqui a dois dias vai passar a comunidade da Ivete Sangalo (olha ela de novo) que tem se não me engano, quase 200 mil pessoas, rsrs.
Eu, particularmente, não irei mentir, sou fã de carteirinha. Os dois únicos shows que eles fizeram em Salvador, eu fui, e nos em ambos eu tive a oportunidade de falar com eles, até entrar no camarim. Mas, o quero frisar é a inserção da Indústria Cultural no contexto Mágico Teatral da Trupe.

A Indústria
O discurso “Contra Burguês, baixe mp3”, é um jargão muito utilizado por Anitelli, só que ao mesmo tempo em que ele é a favor dos downloads, e contra a “burguesia”, esse “idealismo”, se torna contraditório. Pois, quem é a burguesia?
Paremos e analisemos, quem possui computador em casa? Ultimamente o acesso a Internet está bem mais fácil, é óbvio, mas não querendo ser excludente e com visão preconceituosa, qual o nível de ouvintes da banda o Teatro Mágico? Não são os filhos da burguesia?
Sim, somos nós os filhos da classe média. Lembrando que esse “burguês” a qual ele se refere são as indústrias musicais que “comem” o dinheiro do artista sem dó, nem piedade.
Se formos pensar no contexto de Indústria Cultural, é simples. Seria definido como a Mercantilização da Cultura. O Teatro Mágico é a favor de baixar arquivos na Internet, o vilão das grandes gravadoras. Ponto para o TM! Mas esse processo de massificação de super câmbio da música, não acaba por perder a Aura* da música? É irônico, pois a pirataria é a resposta, ou melhor, um tapa de luva na “cara” da Indústria Cultural, que na verdade foi quem criou a pirataria acidentalmente.

[...] O processo que leva à superação da cultura burguesa tradicional da obra de arte única etc., se carrega inegáveis potencialidades no sentido da democratização da cultura, é essencialmente um processo de constituição de uma cultura e de uma forma de produção cultural especificamente capitalistas, representando, antes de tudo, a vitória mais retumbante do sistema: a extensão da lógica do capital ao campo da cultura e ao conjunto dos modos de vida.(Bolaño, 2000, p.117)

Os ouvintes
No ponto de vista, soteropolitana, moradora da capital Baiana. É impossível não receber um choque cultural e social, ao ir num show deles, é uma borbulha de informações, de pessoas, de jovens que em sua maioria se dizem de mente muito aberta, evoluída, entretanto, ao saírem do show, voltam a ser aqueles mesmo playboys e patricinhas, que não gostam de poesia, não sabem o que é o estilo cordel (pensam apenas que é uma banda), vivem de interpretar personagens para tentarem se inserir num contexto pseudo-intectual de ser, e enganam a eles próprios.

*Aura – Era a forma como Walter Benjamim, frankfurtiano, estudioso da Sociedade, se referia a perda da autenticidade, com a perda do testemunho histórico de uma arte.

Esse assunto dá muito pano pra manga. Estou produzindo um artigo referente a isso. Quando estiver pronto, e eu abordar todas as vertentes possíveis, sem cair no clichê, na visão do senso comum, e quebrar paradigmas meus, e os estipulados pelo assunto. Depois postarei aqui, para vocês analisarem, e opinarem.